Economia
Porto vai operar linha regular de cont�ineres
EDIVALDO JUNIOR Com faturamento médio de R$ 800 mil mensais, movimentação total de aproximadamente de 2,7 milhão de toneladas anuais de cargas, o Porto de Maceió ainda é completamente dependente do setor sucroalcooleiro. Só as exportações de açúcar (demerara e refinado) representam cerca de 50% de toda a carga movimentada no porto. Os fertilizantes, importados para uso na lavoura da cana-de-açúcar, também têm peso significativo, oscilando entre 10% e 15% da movimentação portuária em Maceió. Acrescentados os embarques de álcool, o setor sucroalcooleiro chega a representar quase 70% do movimento de cargas no porto. Fora do setor, as outras cargas com participação expressiva, no embarque e desembarque de longo curso (internacional) ou cabotagem (nacional) são as de farinha de trigo, arroz PVC, trigo, carvão e coque de petróleo. Para diminuir a dependência da cana-de-açúcar, a administração do Porto de Maceió aposta na construção do terminal de contêineres e na ampliação do cais comercial. As obras, paradas há quase uma ano, foram retomadas em julho, após cerca de um ano paralisadas. ?Hoje, a maioria das cargas movimentadas no mundo é transportada em contêineres?, explicou o administrador do porto, Fábio Farias. ?Perdemos várias cargas por falta de rotas efetivas de navios de cabotagem?, completa. O problema é que a construção do terminal de contêineres, obra orçada em R$ 50 milhões, depende da liberação de recursos da União e a expectativa de conclusão é para mais três anos. Até lá, a alternativa é tentar viabilizar alternativas que possibilitem o aumento de cargas no porto e viabilizem negócios para as empresas alagoanas. A partir do dia 5 de setembro, a Braskem está inaugurando, com a ajuda da administração do porto, uma rota regular de navios de contêineres. ?Vamos operar em desigualdade se comparado aos portos que possuem terminais de contêineres, mas foi possível viabilizar o negócio graças a um acordo com os trabalhadores do porto?, diz Fábio Farias. A rota está aberta, explica o administrador do porto, para outras empresas que precisam exportar ou importar produtos em contêineres. ?Essa será uma rota regular, de navios pequenos, de cerca de 25 mil toneladas, que poderá trazer oportunidades de novos negócios para os empresários alagoanos, tanto no embarque quanto no desembarque de produtos?, adianta. A Braskem opera um terminal próprio no porto, fora do cais, que movimenta cerca de um milhão de toneladas de graneis líquidos (dicloretano e soda cáustica). No cais do porto, a empresa vai exportar principalmente PVC. Visita Essa semana, durante visita a Maceió, o presidente da Codern (Companhia Docas do Rio Grande do Norte), que administra o Porto de Maceió, vistoriou as obras do terminal de contêineres e discutiu com o administrador Fábio Farias políticas e investimentos e de integração. O objetivo, explica, é desenvolver ações que incrementem os negócios realizados no porto.