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Ex-presidente do BC elogia gest�o Lula na CPI da Serasa

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Brasília ? O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, defendeu ontem, na Câmara dos Deputados, a política econômica adotada pelo governo Lula. ?O caminho que estamos trilhando com o novo governo é promissor?, argumentou Fraga ao deixar a sala de audiências da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Centralização de Serviços Bancários, a Serasa. Sempre defendendo uma política de responsabilidade fiscal, Fraga chegou a concordar com uma pretensão do atual governo, de retirar do cálculo do superávit primário as empresas estatais e, com isso, abrir espaço para a expansão dos investimentos. ?Conceitualmente, empresas independentes e com gestão profissionalizadas poderiam não estar nas contas?, argumentou, para logo em seguida explicar que entende como empresa independente uma estatal que não necessita de recursos do orçamento, como por exemplo a Petrobras. De acordo com Fraga as demais, que dependem do Tesouro, têm de estar incluídas no superávit. Lembrando o Chile Fraga também disse que, no futuro, o Brasil poderá adotar uma política fiscal semelhante à do Chile, onde o governo aproveita os momentos de maior crescimento do País para acumular superávits que serão utilizados para minimizar os efeitos de períodos de crise na economia. ?É uma questão de desenhar bem o modelo?, disse. O ex-presidente do BC adiou uma viagem internacional para participar da CPI do Serasa. Perdeu seu tempo. Ouviu dos parlamentares questionamentos que não tinham nada a ver com a economia do País, assunto no qual é especialista, e muito menos relação com o Banco Central, do qual foi presidente por quase quatro anos. Os parlamentares queiram saber, por exemplo, porque o BC não fiscaliza o Serasa. Pacientemente Fraga explicou que o Serasa não é da alçada do BC porque não é instituição financeira. Entendido isso os deputados partiram para a questão seguinte: por que então o BC não fiscalizava a Febraban, que reúne as instituições financeiras.

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