loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Brasil vai sacar US$ 4,2 bi do FMI, confirma Palocci

Ouvir
Compartilhar

Brasília - O Brasil vai sacar a penúltima parcela do empréstimo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), no valor de US$ 4,2 bilhões. A confirmação foi dada ontem pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho. Palocci justificou o saque como adequado para o Brasil e por se tratar de um dinheiro mais barato que outras captações. Além disso, segundo o ministro, os recursos deverão fortalecer as reservas internacionais. Palocci não soube dizer quando o dinheiro estará nos cofres públicos. No entanto, o FMI aprovou ontem a quarta revisão do acordo, o que dá o direito ao país do saque imediato. De acordo com o ministro, a carta em que o FMI anuncia a aprovação da revisão fala que os números da economia do país estão de acordo com as metas acertadas e, portanto, a revisão foi adequada. Palocci afirmou que a decisão sobre a possível renovação do acordo ?certamente será técnica?. De acordo com ele, ?não há nenhuma motivação política nem para fazer (um novo acordo) ou não?. O ministro voltou a afirmar que só haverá uma prorrogação do programa com o FMI se houver necessidade. Palocci disse acreditar que está muito perto do momento em que não será preciso ao país ter o apoio financeiro do FMI. Para o ministro, é muito importante que o comando do Fundo confirme que as políticas econômicas estão fazendo a inflação convergir para as metas. Segundo ele, o mercado tem demonstrado confiança no governo brasileiro independente de novo acordo com o Fundo. ?O que dá credibilidade ao governo é o cumprimento da agenda proposta no início do ano?, afirmou. O ministro disse que o governo brasileiro já decidiu adotar o modelo de superávit primário anti-cíclico a partir de 2005. Essa previsão já consta do texto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2004. O sistema anti-cíclico permite ao país fazer um superávit maior que a meta firmada caso a economia cresça mais que o previsto. O contrário também poderá ocorrer. Se a economia crescer menos, o superávit será menor para que não haja necessidade de corte de despesas.

Relacionadas