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BN anuncia investimentos na economia de AL

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BLEINE OLIVEIRA A economia alagoana tem se beneficiado pouco do apoio financeiro assegurado pelo Banco do Nordeste. Somente nos sete primeiros meses deste ano o BN aplicou R$ 264,7 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em setores produtivos da economia regional. Só que, deste total, apenas R$ 6,8 milhões foram operações para financiamento de projetos alagoanos. Os números são pouco expressivos, admite o assessor da superintendência do banco no Estado, Magno Valença. Mas ele ressalta que, ainda neste exercício administrativo, há crédito disponível para os diversos setores da economia nos 102 municípios de Alagoas. Os estados que obtiveram mais recursos foram Ceará, Bahia e Sergipe. Em agosto último, revela Magno Valença, foram disponibilizado R$ 135 mil para operações em Alagoas. A previsão do Banco é que no período que vai de setembro a dezembro sejam liberados mais R$ 51 mil para projetos que estão sendo analisados pela instituição. Na avaliação do assessor, a pouca expressão da economia alagoana pode ser explicada pelo menor número de agências do Banco do Nordeste em relação aos demais estados nordestinos. O BN tem apenas nove agências em Alagoas. ?Em todas elas e em Maceió, temos linhas de crédito para diversas atividades, de agronegócios a serviços e ao comércio?- explica o assessor. Ele esclarece que o BN só não tem financiamento para a agroindústria da cana-de-açúcar. O valor aplicado pelo banco de janeiro a julho deste ano, supera em 4% o montante aplicado em todo o ano passado, que foi de R$ 254,4 milhões, e representa mais que o dobro do valor contratado pelo Banco nos sete primeiros meses de 2002 (R$ 116,9 milhões). Investimentos A meta do Banco é aplicar em 2003, no mínimo, 1,6 bilhão, que corresponde ao ingresso de recursos previsto para o FNE este ano. A missão do FNE, esclarece Magno Valença, é contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste e reduzir as disparidades inter e intra-regionais. Para isso, executa programas de financiamento de médio e longo prazos, para os setores agropecuário, mineral, agroindustrial e industrial, inclusive turismo. As linhas de crédito deste Fundo destinam-se, preferencialmente, aos mini e pequenos produtores, pequenas e médias empresas, suas cooperativas e associações. É dado tratamento especial à área do semi-árido, onde deve ser aplicada, no mínimo, metade dos recursos do Fundo. O assessor alagoano explica ainda que as diretrizes da atual administração do Banco são no sentido de incrementar as aplicações do FNE, mas obedecendo a políticas seguras de avaliação de crédito, para evitar os elevados índices de inadimplência observados no passado. Também estão sendo considerados aspectos como a missão da empresa, o crescimento com justiça social, a modernização tecnológica, a competitividade, a preocupação com o meio ambiente e a ênfase na geração de emprego e renda. Os recursos estão sendo destinados às diversas atividades econômicas regionais, com ênfase para os setores rural e agroindustrial, beneficiando, sobretudo, pequenos e microempreendedores. A nova diretoria do BNB aprovou propostas para simplificar procedimentos de análise, concessão e administração de créditos, especialmente quanto à agricultura familiar, além de descentralizar alçadas de decisão e renegociação de dívidas. No caso específico do FNE, determinou providências para agilizar as operações, medidas já postas em prática pela rede de agências, dentre as quais destacam-se a dispensa de ¨mix¨ de fonte de recursos para operações até R$ 100 mil, podendo ser utilizado somente o FNE; reabertura de financiamentos para criação de camarão e cafeicultura; promoção do Programa PLANTA NORDESTE que trata de custeio rotativo; utilização do FNE para custeio no âmbito do Pronaf de financiamento para compra isolada de máquinas e equipamentos com recursos do FNE.

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