Economia
Desenvolvimento nas d�cadas de 60 e 70
Os grandes eixos do desenvolvimento econômico do Estado de Alagoas foram lançados nos anos 60, à época do governo do major Luiz Cavalcante, quando foram criadas agências com esta finalidade: Casal, Ceal, Codeal e outros órgãos responsáveis por políticas públicas, segundo rememora o secretário de Desenvolvimento Econômico, economista Arnóbio Cavalcanti. ?Em plena atividade, esses eixos caminharam bem, deram seus frutos para a estruturação do Estado com indicadores razoáveis de crescimento?, lembra. Décadas perdidas No anos 80, o Estado foi duramente penalizado num período considerado de a década perdida para todos os estados brasileiros. O sofrimento foi intenso em todo o País, em função de uma guerra da inflação, desemprego, falta de infra-estrutura e falência geral do Estado. A década de 90 seria de recuperação e reformas, mas não foi diferente para Alagoas. A maioria dos estados sofreu reformas e empreendeu política industrial, mas diante da guerra fiscal, Alagoas não consegue processá-las e ocorre mais uma década perdida. ?Houve um descontrole das finanças públicas e o comprometimento econômico e social de duas décadas, quando Alagoas sempre esteve em desvantagem em relação aos estados vizinhos?, afirma Arnóbio Cavalcanti, ao ressaltar que o Estado perdeu empresas do setor químico para Sergipe e Bahia. Durante a década de 90, o Estado perdeu a sua capacidade operacional e importantes órgãos que garantiram o seu desenvolvimento antes desses 20 anos de atraso. Foi o fim de empresas como a Emater, Epeal, Codeal e até a Ceal, que foi vendida ao governo federal. ?Alagoas perde tudo isso e não realiza as reformas?, ressalta o secretário. Ajuste fiscal Durante o primeiro governo de Ronaldo Lessa, houve uma necessidade de centralizar as ações na Secretaria da Fazenda, realizando o Programa de Ajuste Fiscal. No período, Alagoas estava mergulhada em problemas financeiros, perdendo a oportunidade de receber financiamentos internacionais, inclusive do Prodetur e Proderal, por falta de infra-estrutura. Havia uma situação de endividamento e falta de condições de oferecer contrapartida aos diversos financiamentos. Segundo Arnóbio Cavalcanti, o governo priorizou, ainda, o ajuste social, melhorando alguns indicadores sociais para garantir à vida. (AM)