Economia
Messias receber� primeira termel�trica de AL
Num momento em que o Brasil luta para superar o déficit de energia elétrica, fator indispensável a qualquer processo de desenvolvimento econômico, Alagoas se lança como um Estado auto-suficiente em energia elétrica ao produzir 1.695 MW e consumir 1.172 MW; dispor de reservas importantes para incrementar essa produção e viabilizar uma termoelétrica em território alagoano usando gás natural como combustível. A termoalagoas vai gerar 150 MW e segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Arnóbio Cavalcanti, já entra no mercado como a maior cliente da Algás, ao consumidor 900 mil m3/dia, quase triplicando sua distribuição atual, em cerca de 350 mil m3/dia. Será uma termoelétrica de produção voltada para a comercialização. O trabalho teve o respaldo integral do governador Ronaldo Lessa para uma missão desenvolvido por Arnóbio Cavalcanti. A assinatura da carta de intenções entre o governo de Alagoas e o Grupo Voigt Energy Corporation aconteceu em 18 de agosto. O diretor operacional do Grupo Voit, Enes Santiago, anunciou o início das obras civis para 1o de dezembro, no município de Messias, pela proximidade a subestação da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco). A área foi delimitada em seis hectares. Serão investidos 140 milhões de dólares, utilizando-se a tecnologia Siemens nas turbinas no padrão de duas turbinas a gás e uma caldeira a vapor. A previsão da empresa é concluir esta fase em um ano e meio, gerando assim 700 empregos diretos para Alagoas. Apagão O termoelétrica faz parte de um projeto maior de desenvolvimento de Alagoas, reduzindo a dependência da Ceal em relação à Chesf, tira do Estado do risco de apagão, o que ocorrerá se a economia crescer pelo menos 2% ao ano, e finalmente, aumenta a capacidade de receber indústrias de grande porte, conforme argumenta Arnóbio Cavalcanti. Segundo ele, haverá energia disponível para a compra direta pelos leilões do Mercado Atacadista de Energia (MAE). ?O governo do Estado de Alagoas, ao se decidir pela implantação deste projeto, está também proporcionando um incremento substancial à sua economia, disponibilizando infra-estrutura compatível com o desenvolvimento econômico que se deseja atingir?, completa Arnóbio. A vida útil de uma termoelétrica a gás é em média de 20 anos, período em que vai gerar 60 empregos diretos. Segundo o secretário Arnóbio Cavalcanti, está nos planos de Enes Santiago, ampliar a capacidade de geração de energia da termoalagoas para 300 MW, a partir de 2007, sobretudo, em função da elevada reserva de gás natural, a maior do País de gás não associado: de 13 bilhões de metros cúbicos. A implantação de uma Unidade Processadora de Gás Natural no Estado foi outro elemento facilitador para o Grupo Voit, pois vai retirar toda a umidade do gás natural de Alagoas, assim, como a lei estadual que concede incentivos à geração de energia elétrica por usina termelétrica, a partir da utilização de gás natural produzido em Alagoas. Segundo dados técnicos de Zenisson Pessoa, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a tecnologia utilizada será alemã, seguindo rígidos critérios internacionais relativos à prevenção de acidentes e de meio ambiente. ?O gás natural, em princípio, é isento de enxofre e de cinzas, o que torna dispensáveis as custosas instalações de desfurização e eliminação de cinzas exigidas nas térmicas de carvão ou a óleo. O problema da chuva ácida é mínimo em uma térmica a gás natural, e a contribuição para o aquecimento global é muito menor que nas correspondentes a carvão ou a óleo, por força da melhor eficiência térmica?, explica Zenisson.