Economia
D�lar fecha em alta de 1,34% e bolsa sobe 0,95%
São Paulo - O dólar começou a semana em alta de 1,34% e fechou vendido a R$ 2,945. É a maior alta percentual desde o último dia 4 de agosto, quando subiu 1,18%. No mês, a moeda ainda acumula queda de 1,1%. Há a expectativa sobre a rolagem de dívida cambial de US$ 1,4 bilhão que vence dia 17. O primeiro leilão para renovar os papéis será na quarta. Como a ordem é reduzir a fatia da dívida corrigida pelo câmbio, o governo deve ampliar o resgate dos títulos. ?A rolagem da dívida deve ser menor, mas isso não deve estressar o mercado, pois não há uma demanda forte por hedge [proteção contra o sobe-e-desce da moeda]?, diz o analista do banco holandês Rabobank, Jorge Kattar. Na mínima do dia, o dólar chegou a ser negociado por R$ 2,90, uma queda de 0,20, mas não conseguiu ?furar? esse piso. Há a opinião de que o governo impedirá uma dólar abaixo desse nível, a fim de evitar impacto negativo nas exportações. Bolsa e risco A Bovespa subiu pelo sétimo pregão consecutivo nesta segunda-feira e fechou acima dos 16 mil pontos pela primeira vez em dois anos e meio, diante do otimismo de investidores com o cenário político-econômico do país. O principal indicador da bolsa paulista subiu 0,95%, para 16.050 pontos, o maior patamar desde 9 de março de 2001. A taxa de risco-País, medida pelo J. P. Morgan, subiu 1,05%, para 673 pontos. No mercado de títulos da dívida brasileira negociados no exterior, o C-Bond teve queda de 0,68%, para a 90,81% do valor de face.