Economia
D�lar tem queda de 0,71% e risco-Brasil sobe 0,74%
São Paulo - O dólar recuou, ontem, 0,71% e fechou vendido a R$ 2,924. Na véspera, a moeda americana tinha subido 0,95%. A expectativa de entrada de recursos captados por empresas no exterior contribuiu para a queda das cotações. No mês, o dólar acumula queda de 1,8%. A desvalorização no ano já atinge 17,5%. Ontem, foi a vez do grupo siderúrgico Gerdau anunciar que concluiu uma captação de US$ 105 milhões dentro de um programa de US$ 400 milhões. Comentou-se ainda que a empreiteira Odebrecht pretende captar US$ 150 milhões. Na semana passada, o dólar havia recuado com os anúncios de captações externas por empresas como AmBev (US$ 300 milhões), CSN (US$ 200 milhões) e Nossa Caixa (US$ 50 milhões). ?Muitas operações estão no forno, e os recursos só devem entrar no país em outubro?, afirma o analista do banco holandês Rabobank, Jorge Kattar. Ele disse que a queda das taxas dos títulos do Tesouro americano também ajudou na baixa do dólar, pois houve uma maior procura por papéis da dívida de países emergentes, como o Brasil. Risco em alta Os títulos da dívida brasileira foram negociados em alta no mercado internacional nesta terça-feira. Durante o dia eles recuaram, levados por vendas para embolso dos lucros acumulados. Neste ano, o retorno pago aos investidores pelos papéis do país saltou 47%. O Risco-Brasil, medido pelo J. P. Morgan e que avalia a capacidade de um país honrar suas dívidas, subiu 0,74%, para 678 pontos. No mercado de títulos da dívida brasileira negociados no exterior, o C-Bond fechou com alta de 0,34%, cotado a 91,12% de seu valor de face.