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D�lar recua 1,16% e fecha abaixo de R$ 2,90

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São Paulo - A expectativa de um novo lançamento de bônus pelo Tesouro Nacional no exterior derrubou o dólar, que fechou, ontem, abaixo da marca dos R$ 2,90 pela primeira vez desde o último 28 de julho. A moeda dos EUA caiu 1,16%. No fim dos negócios, US$ 1 era negociado a R$ 2,89. Com isso, o dólar acumula queda de 3% no mês e de 18,5% no ano. A cotação mínima do dia foi de R$ 2,888, uma baixa de 1,23%. ?Circularam rumores de que o governo prepara uma nova captação externa?, afirmou o analista da corretora Finambrás, Helio Ozaki. A última captação feita pelo Tesouro foi em junho, no valor de US$ 1,25 bilhão, em bônus de longo prazo (junho de 2013). A primeira foi feita em abril no valor de US$ 1 bilhão, em papéis de prazo curto (janeiro de 2007). O plano inicial do Tesouro é captar US$ 3 bilhões em 2003. Com as duas captações já realizadas, já conseguiu atingir US$ 2,250 bilhões. Também favoreceu a queda do dólar a rolagem de um percentual acima do esperado de uma dívida cambial. O Banco Central surpreendeu o mercado ao rolar 32,5% da dívida cambial de US$ 1,4 bilhão que vence no próximo dia 17, no primeiro leilão para a renovação dos papéis. Hoje, o BC deve realizar o último leilão. Bolsa em alta A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta nesta quarta-feira e voltou a encostar no patamar dos 16 mil pontos, retomando a trajetória de ganhos interrompida na véspera. ?Subiu com o boato de que vai ter emissão soberana. O mercado superou os indícios de realização e foi embora?, disse Celso Senise, diretor da corretora Banval. O Ibovespa encerrou em alta de 1,69%, a 15.983 pontos, depois de cair 1,44% na mínima do dia. O volume financeiro foi de R$ 1,086 bilhão. Risco em queda Os títulos da dívida brasileira fecharam a quarta-feira em alta no mercado internacional, levados pela volta do otimismo com a especulação de que o Brasil estaria prestes a reabrir uma emissão de título do governo no mercado externo. O Risco Brasil, medido pelo J. P. Morgan e que avalia a capacidade de um país honrar suas dívidas, recuou 1,91%, para 665 pontos. No mercado de títulos da dívida brasileira negociados no exterior, o C-Bond teve alta de 0,82%, cotado a 91,87% de seu valor de face.

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