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D�lar fecha a R$ 2,903 e acumula queda de 2,55%

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São Paulo - O dólar caiu ontem 0,41% e fechou vendido a R$ 2,903, acumulando uma queda de 0,10% na semana, de 2,55% no mês e de 18% no ano. As captações externas anunciadas e concluídas nos últimos dias motivaram a queda do dólar. No dia anterior, o governo brasileiro vendeu US$ 750 milhões em bônus no exterior. AmBev, CSN, Nossa Caixa, Odebrecht, Petrobras e Votorantim também captaram. Na próxima semana, o dólar pode sofrer pressão devido ao vencimento de uma dívida cambial de US$ 1,4 bilhão na próxima quarta-feira. O mercado vai tentar interferir na formação da Ptax (média do dólar medida pelo BC). A Ptax servirá de referência para a liquidação da parte da dívida cambial que não foi renovada. O BC rolou apenas 42,7% desta dívida. Outro destaque da próxima semana será a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que definirá o juro (hoje em 22% ao ano). O anúncio será feito na próxima quarta. A maioria prevê uma redução de 2 pontos, no mínimo. Risco-Brasil A taxa de risco-País, medida pelo J. P. Morgan, fechou nesta sexta-feira com alta de 0,74%, para 676 pontos. Na mínima do dia, o risco atingiu 671 pontos. Especialistas do mercado avaliam que apesar do C-Bond contar mais na composição da taxa, a perda de rentabilidade dos papéis norte-americanos é mais representativa, o que contribui para a alta do risco-Brasil. O C-Bond teve alta de 0,68%, a US$ 0,9175. A alta da cotação dos papéis norte-americanos (os T-Bonds) impulsiona o avanço dos títulos brasileiros. Os números pouco animadores da economia norte-americana divulgados ontem limitam a rentabilidade no mercado de títulos dos Estados Unidos. Nos EUA, de acordo com o Departamento de Trabalho, os preços no atacado subiram 0,4% no mês passado ante a alta de apenas 0,1% em julho.

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