loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Brasil vai negociar de “cabe�a erguida” com o FMI, diz Lula

Ouvir
Compartilhar

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o governo brasileiro entrará ?de cabeça erguida? nas negociações com o FMI (Fundo Monetário Internacional). O atual acordo com o Fundo, no valor de US$ 30 bilhões, termina em dezembro. Uma decisão sobre a renovação do acordo pelo governo brasileiro deverá ser tomada em outubro. Lula disse ainda que o país não está ?com a corda no pescoço? para aceitar qualquer tipo de negociação. Segundo o presidente, o Brasil vive uma conjuntura diferente, o que faz com a negociação se dê ?de outra forma?. ?Entraremos de cabeça erguida e, de preferência, sem mau humor. Não estamos com a corda no pescoço e muito menos com uma espada na nossa cabeça. Não queremos fazer disso nenhum embate ideológico?, disse o presidente. Segundo informações extra-oficiais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já teria dado sinal verde para a equipe econômica negociar com o FMI a partir da próxima semana, quando Palocci estará em Dubai. O dinheiro desse novo acordo seria uma ?cheque especial? do Tesouro Nacional. Ou seja, só seria sacado caso o país realmente passasse por uma época de dificuldades. ?Se houve algum tempo em que o Brasil sentou para negociar porque estava pedindo pelo amor de Deus um financiamento, neste momento vai prevalecer os interesses do desenvolvimento nacional?, disse Lula. FMI O diretor-gerente do FMI, Horst Koehler, disse que o Brasil possivelmente não precisará de um novo acordo com a instituição. No entanto, Koehler afirmou que cabe ao governo brasileiro a decisão de negociar ou não a renovação do programa. ?Nós achamos que o presidente Lula e seu governo construíram uma credibilidade muito boa e são eles que decidem se podem sustentar essa credibilidade com ou sem um programa [de empréstimos]. Nós estamos prontos para ajudar?, disse ele, antes do início da reunião anual do FMI, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Relacionadas