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Cart�o-alimenta��o atende 40 mil fam�lias

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A importância dos projetos de caráter estrutural é indiscutível, mas o apoio emergencial é fundamental para resolver o problema de quem tem fome. Em Alagoas, só no mês de setembro, o número de famílias que está recebendo os R$ 50 do Cartão-Alimentação, uma das ações emergenciais do Fome Zero, chegou a 41.150. O cartão já está sendo distribuído para 32 municípios alagoanos e o Estado recebeu a mais R$ 2 milhões neste mês. Um desses municípios é Palestina. O cartão mudou a rotina da cidade. A mobilização da população conseguiu reduzir os preços dos produtos alimentícios. Para o ministro de Segurança Alimentar, José Graziano da Silva, o exemplo de Palestina mostra que o programa está cumprindo seu papel. ?A injeção de mais dinheiro na economia das cidades garante, além de alimentos, emprego, renda e educação. Estamos desenvolvendo um círculo virtuoso. Esse é o Fome Zero?, diz o ministro. Outra ação emergencial é a distribuição de cestas básicas para grupos específicos, como indígenas, quilombolas e acampados. Mais de sete mil famílias acampadas no Estado receberam 576 toneladas de alimentos. Outras 378 famílias de quilombolas de Poço das Trincheiras e Batalha também vão receber os alimentos. A Coordenação do Fome Zero no Estado firmou parcerias com a Secretaria de Educação, Fórum de Desenvolvimento Integrado e Sustentável (DLIS) e Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) para levantar as potencialidades econômicas locais e o número de analfabetos e de crianças fora da escola. Foram levantados, também, dados de identificação das pessoas que não têm registro civil. ?Os municípios possuem características diferentes e esse fator precisa ser levado em conta na hora de implantar os projetos locais?, avalia Sonali Bastos, assistente social e coordenadora técnica do Fome Zero em Alagoas. Incentivar políticas de desenvolvimento local é uma outra ação do Fome Zero. Com essa finalidade, o Ministério de Segurança Alimentar e Combate à Fome está implementando 40 Consórcios de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local (Consads) em todo o País até o fim deste ano. Um deles já foi implantado no Estado. No dia 03 de setembro, prefeitos dos doze municípios da Mata alagoana participaram da primeira reunião. Esse consórcio é uma forma de associação entre municípios, com participação da sociedade civil e do poder público, com o objetivo de combater a fome e melhorar a qualidade de vida das pessoas. ?Apenas com ações estruturais teremos a chance de mudar a realidade do nosso Estado, onde a maior parte da população está abaixo da linha da pobreza?, afirmou Genilda Leão, coordenadora estadual do Fome Zero no Estado e Secretaria de Saúde e Bem-Estar Social. É exatamente nas ações estruturantes que está calcada grande parte do Fome Zero. O Programa de Aquisição da Agricultura Familiar é um bom exemplo. Lançado em julho deste ano, o programa tem a finalidade de incentivar a produção dos pequenos produtores com três ações: compra direta do pequeno produtor, compra para recompor estoques estratégicos e programa de incentivo ao consumo e produção de leite. Em Alagoas, os pólos de compra serão em Arapiraca, Porto Calvo, Penedo e Santana do Ipanema. São as ações estruturais que vão permitir que as famílias rompam com a pobreza e passem a sobreviver, com dignidade, do suor do seu trabalho. A arte de ensinar a pescar, ao invés de dar o peixe, é o grande desafio que todos os brasileiros têm de enfrentar.

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