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Faturamento da safra de cana ser� 10% menor

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Edivaldo Junior Ainda é cedo para fazer uma avaliação da safra de cana-de-açúcar 2003/04 em Alagoas, iniciada há apenas uma semana na maioria das 28 unidades em operação no Estado. Mas já é possível traçar um perfil econômico, a partir de estimativas dos técnicos e empresários da agroindústria açucareira, desta safra. Em resumo, a safra 2003/04 terá um faturamento de R$ 1,5 bilhão e repetirá os volumes de cana, açúcar e álcool registrados na moagem anterior. As usinas alagoanas devem produzir 2,1 milhões de tonelada de açúcar (o equivalente a 42 milhões de sacas de 50 kg) e 570 milhões de litros de álcool ? mesma produção da safra anterior -, com uma possibilidade de variação percentual, para mais ou para menos, de 2%. ?Esperamos uma produção de cana de 23,5 milhões de toneladas?, aponta o diretor-comercial da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (CRPAAA), José Ribeiro Toledo Filho. Queda Em relação à safra anterior, o faturamento terá uma redução nominal (sem considerar a inflação) de pelo menos 10%. A queda no rendimento financeiro decorre da compressão dos preços, tanto no mercado externo quanto no mercado interno. No mercado externo o açúcar demerara está cotado atual- mente a seis centavos de dólar a libra peso (algo em torno de US$ 140 por tonelada) e o dólar vale R$ 2,90, um quadro bem diferente de um ano atrás. ?No começo da safra passada, a cotação do açúcar estava em sete centavos de dólar e o dólar valia cerca de R$ 3,40?, lembra José Ribeiro Toledo. No mercado nacional, a disputa também está mais acirrada com ?as usinas de São Paulo entrando na Bahia e no Maranhão?. Hoje, a saca de açúcar de 50 kg está valendo entre R$ 32 e R$ 33 e o álcool está, em média, custando R$ 0,83 (anidro) e R$ 0,73 (hidratado). Esses preços são 10% a 20% menores do que os praticados na safra passada. Os preços só devem reagir, tanto internamente quanto no mercado externo, após a conclusão da safra no Centro-Sul, em novembro, acredita o diretor da CRPAAA. ?As usinas do Centro-Sul estão moendo rapidamente a cana, em função da seca, e por isso a oferta de produtos está maior no mercado, o que provoca compressão dos preços. À medida que a safra se aproxima do fim, os preços tendem a se descomprimir?, avalia.

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