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PE e PB tentam reduzir participa��o de AL na cota americana de a��car

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Edivaldo Junior Alagoas corre o risco de perder participação no mais disputado mercado importador de açúcar do mundo, o dos Estados Unidos. Produtores de açúcar de Pernambuco e da Paraíba, segundo matéria da Agência Nordeste que está sendo distribuída com os jornais neste domingo (reproduzida a seguir), estão fazendo lobby em Brasília para reduzir o percentual do Estado na cota americana de açúcar. A cota é disputada pelos países exportadores de açúcar porque o governo americano paga pelo produto importado, em média, três vezes o valor da cotação do produto na bolsa de Nova Iorque, atualmente cerca de US$ 140 a tonelada. Maior produtor de cana-de-açúcar da Região Nordeste e segundo maior do País, Alagoas tem uma participação, hoje, de 45% na cota americana de açúcar. Por lei, esta cota, que este ano está fixada, pelo governo dos EUA, em 155 mil toneladas de cana para o Brasil é dividida entre os estados nordestinos produtores de açúcar . Mesmo tendo quase metade da produção de cana do Nor-deste (23,5 milhões de toneladas) a participação alagoana na cota ainda é praticamente igual a de Pernambuco, que tem um percentual de 43%, embora tenha uma produção estimada em 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Em junho desse ano, o presidente do Sindaçúcar/AL (Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas (Sindaçúcar), Pedro Robério Nogueira foi ao ministro da agricultura, Roberto Rodrigues, pedir que ele agilizasse a distribuição da cota. Parece que estava adivinhando a pressão. ?O ministro prometeu agilizar essa distribuição, até mesmo porque existe preocupação com liminares de produtores de São Paulo contra a cota, que por lei é distribuída com estados do Nordeste. O ministro prometeu agir, judicialmente, e conversar com esses produtores para evitar o desgaste?, afirmou Pedro Robério Nogueira após o encontro. Agora, a cota alagoana está ameaçada por um lobby que envolve produtores e políticos pernambucanos e paraibanos. Ao menos por enquanto, os políticos alagoanos estão calados. Alguns deputados federais de Alagoas, a exemplo de João Lyra, João Caldas, Benedito de Lyra e Thomaz Nôno e senadores como Téo Vilela têm ligações com o setor sucroalcooleiro. Cabe a eles liderar, no campo político, a reação alagoana.

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