Economia
Com�rcio ainda n�o reagiu � queda dos juros
Ao contrário do que aconteceu no comércio das grandes capitais brasileiras, que reagiu rapidamente ao corte da taxa básica de juros (Selic), em Maceió, a maioria das lojas ainda não deu sinal de reduzir os juros ao consumidor, com exceção de poucas grandes redes de varejo de eletrodomésticos e móveis, que possuem financeira própria. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Wilson Barreto, a explicação para isso é que a maioria das lojas do comércio de Alagoas trabalha com as financeiras Losango e Fininvest. ?Enquanto essas financeiras não anunciarem redução nos juros, o consumidor não sentirá diferença nas taxas cobradas em compras a prazo. Porém, acredito que a tendência é essa financeira acompanhar o mercado e já anunciar baixa, a partir da próxima semana?, frisou Barreto. Linha de crédito Ele acredita, que além da nova Selic, outro fato que forçará o corte dos juros ao consumidor é a linha de crédito que o Banco do Brasil está lançando para compra de bens no comércio, no valor de até R$ 900. ?Essa nova linha de crédito irá forçar as financeiras a baixarem os juros, pois a taxa cobrada pelo Banco do Brasil ficará entre 2% e 3% ao mês?, ressaltou. Wilson Barreto afirmou, ainda que, a tendência do comércio é ser rápido em repassar a queda da Selic para o consumidor, pois isso, reflete na pressa dos lojistas em aquecer, desde já, as vendas para o fim do ano. ?Trata-se de um incentivo adicional ao consumo. Porém, a redução não deverá ser proporcional, por causa da inadimplência elevada?, completou o presidente da CDL. O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic em dois pontos percentuais, para 20% ao ano. Em setembro do ano passado, a taxa estava em 18%. Em outubro, para segurar a inflação, subiu para 21, chegando a 26,5%. A Selic começou a recuar em junho. Foram quatro cortes seguidos. Agora, a taxa já está próxima ao patamar pré-crise.