Economia
Governo reduz estimativa de crescimento do PIB para 0,98%
Brasília - O governo revisou para baixo a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. De acordo com as novas projeções, o PIB deverá crescer 0,98% e não mais 1,8% como previsto em junho. Os números foram divulgados ontem pelo Ministério do Planejamento e constam do relatório do quarto bimestre, com as projeções de receitas e despesas encaminhado ao Congresso Nacional. Segundo o secretário executivo e ministro em exercício do Planejamento, Nelson Machado, o PIB nominal neste ano deve ficar, de acordo com as novas projeções, em R$ 1,558 trilhão e não mais em R$ 1,590 trilhão como previsto anteriormente. Com essa revisão do PIB, o esforço fiscal exigido do setor público será menor, em termos nominais, para se alcançar a meta de superávit primário. Para o governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central), a meta cai R$ 790 milhões. Será necessária uma economia de R$ 38,171 bilhões contra os R$ 38,955 bilhões previstos inicialmente para que o governo central realize, em 2003, um superávit primário de 2,45% do PIB. Para o setor público consolidado (Tesouro, Previdência, BC, estados, municípios e estatais), a meta de superávit primário é de 4,25% do PIB, o que em termos nominais daria cerca de R$ 67,575 bilhões se o PIB nominal ficasse em R$ 1,590 trilhão. Com a revisão, o esforço poderá ser R$ 1,360 bilhão menor, ou seja, de R$ 66,215 bilhões. ?Não há mudanças de parâmetros?, explicou Machado, referindo-se ao fato de que o ajuste é apenas em relação ao PIB que deverá ser menor, mas as metas com relação ao PIB estão mantidas. Cortes O Ministério do Planejamento anunciou um corte de R$ 319 milhões no orçamento deste ano. O corte é resultado de estudo feito pelo governo em relação às despesas e receitas de janeiro a agosto e às projeções para os últimos meses de 2003. Segundo Nelson Machado, o corte foi reduzido por causa da revisão do crescimento da economia. ?Estamos esperando que a economia retome o crescimento?, disse o secretário. Na semana passada, cogitava-se em um corte de R$ 1 bilhão.