Pesquisa
ENDIVIDAMENTO DOS CONSUMIDORES DE MACEIÓ AUMENTA 9,2%
Levantamento divulgado pela Fecomércio-AL revela que o primeiro mês do ano fechou com 205 consumidores da capital endividados
O endividamento dos consumidores de Maceió aumentou 9,2% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2019, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) divulgada nessa sexta-feira, pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL). De acordo com o levantamento, janeiro encerrou com 205 consumidores endividados. Na comparação com dezembro de 2019, o nível de endividamento na capital avançou 3,05%.
Para o assessor econômico da Fecomércio-AL, Felippe Rocha, com as despesas características de início de ano, o endividamento passa a ser uma necessidade para parte dos consumidores, principalmente aqueles que já andam com a renda familiar comprometida com as contas cotidianas. “Caso a pessoa não se programe ao longo do ano ou, até mesmo, não reserve parte do décimo terceiro para amenizar esses custos, acaba por buscar alternativas financeiras que, a longo prazo, prejudique até as contas mensais, a exemplo dos empréstimos. Por isso, planejamento é fundamental”, avalia.
Além de evitar a “corda no pescoço”, o planejamento pode significar economia. Isso porque o governo costuma ofertar descontos progressivos para quem paga taxa única ou em poucas parcelas. Já se a opção for por dividir ao longo do ano, paga-se o valor fechado. “A cota única do IPTU de Maceió, por exemplo, tem desconto de 10%. Em Marechal Deodoro, esse desconto chega a 30%. Então, se a pessoa tiver como pagar nessas condições, pode economizar mais de 100 reais, a depender do valor integral. Aparentemente pode ser pouco, mas some o desconto de 10% de uma conta ou de outra ao longo do ano e perceberá que vale a pena, principalmente considerando o crescimento lento da economia”, observa.
De acordo com a pesquisa do Instituto Fecomércio AL, houve aumento de 3,43% no número de consumidores com dívidas em atraso, passando a 85 mil pessoas nessa situação. Em contrapartida, houve redução de 15,44% no número de inadimplentes, totalizando 43 mil pessoas. Em termos anuais, a tendência se repete: aumento no número daqueles que atrasam contas (15,95%) e redução no número de endividados (-15,78%).
Dos que fizeram novas dívidas, 85,1% usaram o cartão de crédito; 10,7% contraíram dívidas no crediário; e 7,5% por meio de outro tipo de financiamento. “Fato relevante da análise é perceber a preocupação do cidadão em sair da inadimplência. Embora estejam atrasando contas, a maioria da população tem se esforçado para sair da situação e voltar a possuir crédito no mercado”, avalia Felippe.
Dentre os 83 mil que estão atrasando contas, para 41,6% existe outro membro que mora em sua residência na mesma situação. Outros 58,2% não possuem familiar passando pela mesma dificuldade. Ainda no grupo daqueles que atrasam suas dívidas, o tempo médio sem pagamento chega a 79,5 dias.
Na situação de inadimplência, entre os 43 mil que estão passando por esse momento, apenas 4,8% indicaram que terão condições de saírem integralmente dessa situação já em fevereiro. Cerca de 16,3% informaram que sairão parcialmente, ou seja, que irão renegociar a dívida. E, cerca de 50,8% permanecerão na mesma situação. O percentual daqueles que “não sabem” ou “não respondeu” foi de 28,1%..