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Governadores fundam hoje Coaliz�o Pr�-Etanol

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EDIVALDO JUNIOR Governos de 15 estados já confirmaram presença no encontro que será realizado, hoje à tarde, em Curitiba (PR), para formalização da Coalizão de Governadores Pró-Etanol Brasileiro. Alagoas será representada pelo vice-governador Luís Abílio, confirmou o secretário- executivo de Comunicação, Joaldo Cavalcante. O governador Ronaldo Lessa tem reunião marcada com a bancada federal de Alagoas no Congresso para hoje à tarde. Mas está tentando antecipar o encontro para participar da formalização da Coalizão. Segundo Joaldo Cavalcante, Lessa considera a coalizão importante para o País, especialmente porque Alagoas, como segundo maior produtor de cana-de-açúcar, tem posição estratégica na economia sucroalcooleira nacional. O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas (Sindaçúcar/AL), Pedro Robério de Melo Nogueira, também participa da reunião, em Curitiba. A expectativa dele é de que a coalizão abra mercados externos para o etanol. E nesse aspecto, vê benefícios diretos para Alagoas. ?Temos a melhor infra-estrutura de exportação de açúcar e álcool do País. A abertura de novos mercados certamente trará ganhos para o setor no Estado?, ponderou. Coalizão A coalizão é inspirada em instituições semelhantes que já funcionam em países produtores de etanol ? a exemplo dos EUA e Austrália - e será constituída em caráter permanente para formalizar as articulações de caráter político e institucional em conjunto com o governo federal, visando apoiar o setor sucroalcooleiro. Para isso, passará a contar com um secretariado executivo e um representante de cada Estado. A iniciativa dos governadores pró-etanol se justifica, de acordo com nota distribuída pela União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) em razão de uma série de fatores que favorecem o desenvolvimento econômico do País e dos estados produtores de álcool. Entre os benefícios, a Unica destaca geração de empregos, distribuição de renda e tributos, otimização da área plantada e da capacidade industrial, política agrícola, descentralização industrial, mercado externo, geração de divisas, agregação de valor, adição de álcool à gasolina, inversão na balança de importações, inovações tecnológicas (veículos flex fuel, geração de energia elétrica através da biomassa e biodiesel), meio ambiente, crédito de carbono (Protocolo de Kyoto) e criação de um mecanismo institucional que assegure o abastecimento dos mercados interno e externo de álcool combustível. A coalizão será formada pelos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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