Economia
Cabotagem vai movimentar 100 mil t/ano em Macei�
EDIVALDO JUNIOR A Docenave, empresa de logística e transporte da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), anunciou, ontem à tarde, no Hotel Jatiúca, a inclusão do Porto de Maceió no serviço Cabotagem & Mercosul ? rota regular que oferece como atrativo a redução de 10% a 20% nos custos de transporte. O gerente de intermodal do setor de Logística da CVRD, Marcelo Spinelli, explicou que a linha faz o transporte de contêineres de 40 pés (cerca de 76 metros cúbicos) e foi viabilizada em Alagoas a partir de parcerias com empresas de alimentos do Sul, Braskem, administração e trabalhadores do porto. As tarifas cobradas pelo porto caíram 50%. Os trabalhadores reduziram os valores cobrados pelo serviço em 35%. A Braskem assegurou embarques de 1,5 mil toneladas por navio. Mesmo volume de desembarque assegurado por empresas de alimentos (especialmente arroz). ?Essa linha já tinha funcionado em 1999, mas se tornou inviável pelos custos do porto de Maceió na operação com contêneires. Com o acordo e as parcerias, viabilizamos seu retorno?, disse Spinelli. Além do embarque de PVC pela Braskem, para o Porto de Santos, a Docenave anunciou, também, embarque de tecidos da Fábrica da Pedra para a Argentina. ?Estamos prontos para transportar quaisquer tipo de cargas?, afirmou. A expectativa da empresa é movimentar até 100 mil toneladas com a linha que começou a operar no Porto de Maceió em agosto. A rota Cabotagem & Mercosul opera com quatro navios entre Buenos Aires e Fortaleza, com paradas nos portos de São Francisco do Sul (SC), Santos (SP), Salvador (BA), Maceió, Suape (PE) e Fortaleza (CE), com intervalo de seis dias. Em Alagoas, vão parar dois navios, com intervalo médio de 12 dias. Braskem De acordo com nota distribuída por sua assessoria de imprensa, a Braskem fez contrato com a Docenave para transportar o PVC produzido em suas unidades de Alagoas por cabotagem. ?O contrato deve movimentar, de acordo com estimativas, um montante anual de R$ 5 milhões?, diz a nota. ?Com a parceria, a Braskem contribui para que o setor industrial da região também possa contar com outra modalidade de transporte?, disse José Frederico Maciel, gerente de logística da Braskem, segundo a nota. ?A opção das empresas no transporte de cargas para o Sul-Sudeste do país era usar o porto de Cabo de Santo Agostinho (PE), arcando com custos adicionais de frete. Só para deslocar a carga de Maceió até lá é preciso percorrer 220 quilômetros por rodovia em sentido contrário ao destino final. Por isso, a parceria se torna estratégica para todas as indústrias da região. Além disso, a Braskem passa a oferecer a seus clientes um serviço de frete com condições mais competitivas?, disse a nota.