Rendimentos
ALAGOAS TEM A SEGUNDA PIOR RENDA PER CAPITA DO PAÍS, DIZ IBGE
No ano passado, cada alagoano recebeu em média 73,2% do salário mínimo vigente no período
Alagoas registrou a segunda menor renda domiciliar per capita do País em 2019, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgado nesta sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, no ano passado cada alagoano recebeu R$ 730,86 em média —valor correspondente a 73,2% do salário mínimo vigente no período.
O rendimento domiciliar per capita é o resultado da soma da renda recebida por cada morador, dividido pelo total de moradores do domicílio. O cálculo inclui pensionistas, domésticos e seus familiares.
No País, o rendimento do alagoano só ficou à frente da renda domiciliar per capita do Maranhão, que registrou o menor valor entre as unidades da federação, com R$ 635,59. Além disso, o valor que cada alagoano recebeu no ano passado é 50% menor do que a renda domiciliar per capita nacional, no valor de R$ 1.439. Segundo o IBGE, além de Alagoas, em outros 11 estados brasileiros a renda média per capita ficou abaixo do salário mínimo em 2019.
Com maior concentração de servidores públicos, o Distrito Federal tem rendimento 1,8 vezes maior que a média nacional. Os dados, que são usados para balizar a distribuição dos repasses do FPE (Fundo de Participação dos Estados), reforçam a concentração de renda entre os estados brasileiros. Todos os que têm rendimento médio mensal abaixo do salário mínimo, por exemplo, estão nas regiões Norte e Nordeste. As informações são da Folhapress.
Com uma proporção maior da população empregada no serviço público, que paga salários melhores, os moradores do Distrito Federal recebem, em média, quase o dobro da média nacional: R$ 2.686.
Em dezembro, segundo outra pesquisa do IBGE, o salário médio do servidor público com carteira (R$ 3.901) era 1,8 vezes superior ao do empregado com carteira no setor privado (R$ 2.203). No Distrito Federal, o valor médio pago aos servidores com carteira foi ainda maior: R$ 8.620.
A renda média no Distrito Federal é mais de quatro vezes superior aos R$ 636 registrados no Maranhão, que tem o menor valor do país -o equivalente a 63% do salário mínimo vigente em 2019, de R$ 998.
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Além de Alagoas e Maranhão, os outros estados que tiveram rendimento médio per capita abaixo do salário mínimo -por ordem decrescente de valor foram Sergipe, Ceará, Paraíba, Bahia, Acre, Amapá, Amazonas, Piauí e Pará. Em 2014, ano oficial de início da recessão, eram nove: Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Acre, Pará, Ceará, Alagoas e o Maranhão, ainda na lanterna. A diferença do Distrito Federal para a média nacional era maior, de 1,9 vez. O IBGE não deflaciona os dados desta pesquisa e, por isso, não é possível comparar a evolução dos rendimentos ao longo dos anos. Segundo o instituto, os rendimentos domiciliares consideram a soma dos rendimentos recebidos do trabalho ou de outras fontes por cada morador no mês da entrevista.