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BOLSAS DISPARAM COM SINALIZAÇÃO DE MEDIDAS ECONÔMICAS

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São Paulo, SP – A Bolsa de Valores brasileira fechou o primeiro dia de março com alta de 2,36%, aos 106.625 pontos, acompanhando o exterior positivo. O giro financeiro da sessão desta segunda-feira (2) somou R$ 32,5 bilhões, R$ 6 bilhões acima da média diária para o ano.O movimento é uma resposta à sinalização de que as principais economias do mundo devem tomar medidas para estimular a atividade econômica ante os impactos do coronavírus. No exterior, o S&P subiu 4,6%, na maior alta diária desde dezembro de 2018. Dow Jones, por sua vez, registrou um avanço de 5%, maior alta diária desde março de 2009, enquanto Nasdaq teve ganho de 4,5%. Segundo o analista da Ativa Investimentos Ilan Arbetman, a maior disposição dos bancos centrais trouxe mais liquidez ao mercado. “O mercado já fez uma boa precificação na curva de juros dos Treasuries [títulos do Tesouro dos EUA], com analistas e economistas afirmando que o Fed ainda poderá fazer três movimentos de corte. Mas mesmo com esse fôlego, é importante lembrar que ainda não temos notícias de uma vacina para o coronavírus, nem uma queda no contágio”, afirma. Os ministros de Economia do G7 -grupo dos países mais industrializados que reúne Japão, França, Reino Unido, EUA, Alemanha, Canadá e Itália- farão uma teleconferência na terça-feira (3) para debater como limitar os danos causados pelo coronavírus na economia. Segundo o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, as principais economias do G7 tomarão “ações combinadas” e devem discutir a melhor abordagem por telefone. Também nesta segunda (2), o presidente do Banco Central do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que a autoridade tomará as medidas necessárias para estabilizar os mercados abalados pelo surto de coronavírus, reforçando as especulações sobre ações coordenadas de políticas monetárias globais. A Itália, um dos países mais afetados pela epidemia, vai colocar em prática nesta semana medidas no valor de 3,6 bilhões de euros (R$ 18 bilhões), disse o ministro da Economia, Roberto Gualtieri, neste domingo (1º).

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