Ação
BRASKEM PAGARÁ R$ 40 MI PARA REPAROS EM BAIRROS
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A Justiça do Trabalho homologou nesta terça-feira, 3, na 7ª Vara do Trabalho de Maceió, um acordo em que a Braskem se compromete em depositar em juízo recursos na ordem de R$ 40 milhões, para reparar os prejuízos socioeconômicos causados a moradores e trabalhadores dos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, que tiveram várias regiões afetadas por rachaduras geradas pela extração de sal-gema.
Segundo o acordo, os recursos serão destinados à implementação do Programa de Recuperação de Negócios e Promoção Adequada das Atividades Educacionais nas áreas declaradas de calamidade pública, conforme trata o Decreto Municipal 8.788/2019. A principal finalidade é restabelecer as atividades educacionais que funcionavam nas áreas de risco e criar alternativas direcionadas à qualificação e requalificação dos trabalhadores que exercem atividades profissionais nas áreas afetadas.
O acordo prevê que a empresa destinará R$ 30 milhões para custear cinco novos centros educacionais, sendo quatro escolas e uma creche. As obras ficarão sob a responsabilidade do Município de Maceió, que deverá concluí-las em um prazo máximo de dois anos. As novas edificações serão utilizadas para realocar as Escolas Municipais Radialista Edécio Lopes, Padre Brandão Lima, Major Bonifácio da Silveira e os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) Luiz Calheiros Junior e Braga Neto.
O juiz Cláudio Márcio ressaltou a importância do acordo que, segundo ele, contempla o interesse público e atende aos anseios das pessoas atingidas pelo problema geofísico ocorrido nos bairros. “A concretização desse acordo reverbera na própria missão social da Justiça do Trabalho. É um momento de coroamento de um trabalho hercúleo, de perseverança, foco, objetivo e de metas que foram traçadas pela procuradora do MPT, Rosemeire Lôbo, e por todos os advogados”, destacou.
A audiência foi acompanhada pela presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL), desembargadora Anne Inojosa. Na ocasião, a magistrada destacou a atuação da Justiça do Trabalho no processo de negociação e parabenizou todos os envolvidos na construção do acordo.
A ação civil pública foi ajuizada pelo MPT da 19ª Região contra a Braskem no mês julho 2019. O ajuste também prevê que a Braskem direcionará R$ 700 mil a programas de educação empresarial e financeira, que serão oferecidos por meio de convênio entre o Ministério Público do Trabalho e o Sebrae/AL, pelo prazo de dois anos. Nessa iniciativa, será criada a “Educação Empreendedora”, que será destinada a alunos das redes municipal e estadual de ensino, com a oferta de 15 turmas por ano, cada uma com 30 alunos contemplados. Também será criada a oficina “Começando uma Empresa de Sucesso”, a ser direcionada a Microempreendedores Individuais (MEIs) e a Microempresas.
A Braskem ainda destinará o valor de R$ 5 milhões para o custeio de programas de qualificação nas áreas da indústria e comércio. Essas ações serão realizadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/AL) e pelo Serviço Nacional do Comércio (SENAC/AL), por meio de convênio com o MPT.