Economia
DÓLAR TEM MAIOR SEQUÊNCIA DE AUMENTOS EM 21 ANOS
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São Paulo, SP – A cotação do dólar foi ao seu décimo recorde nominal (sem contar a inflação) seguido nesta quarta-feira (4). A moeda fechou a R$ 4,5810, alta de 1,50%. O turismo está a R$ 4,76 na venda. A sequência de 11 altas seguidas, sendo dez recordes, é a maior desde janeiro de 1999. O movimento é fruto da aposta de investidores em juros mais baixos no Brasil. O mercado projeta a Selic entre 3,75% e 3,5% ao final do ano.
A pressão no real devido a juros mais baixos no Brasil, que levam o estrangeiro a tirar dólares do país, levou a moeda brasileira a ter o pior desempenho do mundo em 2020, com desvalorização de 14%. Desde 30 de dezembro de 2019, quando a moeda estava a R$ 4,014, o dólar ficou R$ 0,56 mais caro. A alta do dólar em 2020 já é a quarta maior valorização anual da década e a sétima maior do século. A depreciação do real acompanha a queda da Selic, que já teve cinco cortes no atual governo. De 6,50% ao ano em julho de 2019 a taxa foi para 4,25%. A Selic na mínima também contribui para o dólar elevado por meio do carry trade, prática de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e do juros.