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CORONAVÍRUS PODE IMPACTAR ECONOMIA EM ALAGOAS

Em fevereiro, as exportações alagoanas para a China recuaram 98,4%, recuando de US$ 5,15 milhões para US$ 313 mil, diz governo

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Em fevereiro, as exportações alagoanas para a China recuaram 98,4%, recuando de US$ 5,15 milhões para US$ 313 mil, diz governo
Em fevereiro, as exportações alagoanas para a China recuaram 98,4%, recuando de US$ 5,15 milhões para US$ 313 mil, diz governo -

A economia mundial está sob ameaça, mas não em decorrência dos preços das commodities, que estão em queda no caso do petróleo, devido a falta de acordo entre os países produtores. O vilão do momento se chama coronavírus, doença agora identificada como Covid-19, surgida no final de 2019, na China, mas que nesta última semana já havia se espalhado por mais de 90 países com mais de 100 mil casos suspeitos em todo o mundo, incluindo o Brasil. Além da retração econômica, o resultado provocou queda nas bolsas de valores. Neste cenário, a crise também pode chegar a Alagoas, principalmente às exportações de açúcar, um dos principais produtos que saem do estado. Dados do Ministério da Economia, Indústria, comércio Exterior e Serviços divulgados nesta sexta-feira (06) revelam que as exportações alagoanas para a China recuaram 98,4% em fevereiro, na comparação com janeiro, saltando de US$ 5,15 milhões para US$ 313 mil. Como a China é o principal comprador de produtos brasileiros, dados do comércio exterior já indicaram queda de 10% no volume de exportações ao país asiático no último mês de janeiro. Nesta última semana, conforme divulgado pelo jornal Valor Econômico, o índice Ibovespa – Bolsa de Valores de São Paulo e uma das principais do mundo – chegou a cair 5,6%. Em Alagoas, o Sindicado da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-AL) divulgou crescimento de 9,1% na produção de cana na safra 2019/2020 em relação ao ano anterior. A entidade informou ainda, por meio de boletim, que já foram produzidas pelas usinas, nos últimos cinco meses, mais de um milhão de toneladas de açúcar, um aumento de aproximadamente 10% com relação ao mesmo período da moagem anterior e 377 mil litros de etanol – um crescimento positivo de 4,4%. Os dois produtos estão na lista dos principais itens de exportação de Alagoas.

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