Economia
Consumo de energia em Alagoas tem queda de 9%
Na maioria dos estados do Brasil, o consumo de energia elétrica caiu após o racionamento, ocorrido em 2001. Em Alagoas, o consumo sofreu uma queda de 9% e vem se recuperando aos poucos, mas ainda está com um recuo de quatro anos. Segundo o engenheiro eletricista da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), José Ribeiro Sobrinho, o consumo de energia deste ano está equivalente ao consumo registrado em 1999. ?Em 2001, com o racionamento, o consumo ficou praticamente igual aos anos de 1997 e 1998. Isso aconteceu por causa das medidas adotadas pelo governo federal de economia de energia elétrica?, frisou. Ribeiro explica que a maioria da população trocou as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, as indústrias substituíram equipamentos obsoletos por outros que economizam energia e as pessoas ficaram mais conscientes sobre a importância de não desperdiçar no consumo elétrico. ?Essas ações, provenientes da obrigação do racionamento, mudaram os hábitos das pessoas. Por causa disso, o consumo teve uma redução. Outro fator é que o aumento da tarifa de energia contribuiu para que o consumidor sinta a necessidade de racionar o consumo. Muitas pessoas deixavam lâmpadas acesas sem necessidade. Hoje isso não acontece mais. Não acredito que o consumo voltará a ser como era antes de 2001. A população está mais consciente e a tarifa atual não permite que o consumidor desperdice?, salientou o engenheiro. Ele informou que com as lições do racionamento, quem consumia 100 kilowatts (KW) por mês não ultrapassa, hoje, os 90 KW. ?Por um lado, para a Ceal, esse resultado deixa de ser positivo, pois significa menor faturamento. Porém, o consumidor passou a consumir energia de forma mais racional. No horário considerado de pico, das 17h30 às 20h30, a energia é mais cara. Quando uma concessionária, como a Ceal, ultrapassa os valores contratados da Chesf, nesse período, a multa aplicada pela Hidrelétrica é muito alta e esses valores são repassados para o consumidor?, disse José Ribeiro. De acordo com o engenheiro, essa matemática só é válida para as indústrias, que possuem um contrato com a Ceal, de fornecimento de uma determinada quantidade de energia por mês. ?Se o consumo ultrapassar o especificado no contrato, a indústria paga a diferença. Diante disso, os consumidores chamados de alta tensão, que consomem energia a 13.800 volts, aprenderam a utilizar menos energia no horário de pico?, ressaltou. Tarifas José Ribeiro explicou que os consumidores residenciais são classificados como usuários de baixa tensão e não estão sujeitos a multa se consumirem muita energia entre 17h30 e 20h30. ?Isso porque a Ceal não tem como fazer um contrato individual para cada cidadão. Com isso, a companhia planeja o seu sistema para atender o consumidor residencial, prevendo um gasto maior de energia no horário de pico. A tarifa dos usuários de baixa tensão é mais alta do que a tarifa industrial. O consumidor de baixa tensão paga R$ 0,26 por KW/hora enquanto o consumidor de alta tensão paga R$ 0,14 por KW/hora, exceto no horário de pico. Porém, a tarifa para os usuários residenciais é a mesma em qualquer horário, devido ao valor ser mais alto?, afirmou o engenheiro.