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Economia Sindicato dos Taxistas diz que a situação da categoria piorou e já traz reflexos para a sobrevivência da categoria

TAXISTAS RECLAMAM DE QUEDA NO MOVIMENTO, APÓS DECRETO

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Por Marcelo Amorim | Edição do dia 26/03/2020 - Matéria atualizada em 25/03/2020 às 19h42

Com o decreto do governo do Estado, que prega isolamento social da população e fechamento de estabelecimentos comerciais e de serviços e restrição de locomoção para diversos ramos da economia, como forma de combater o avanço da pandemia da Covid-19 – coronavírus - , o Sindicato dos Taxistas de Alagoas afirma que a situação da categoria piorou e já traz reflexos para a sobrevivência de muitos profissionais. Para alguns deles, o quadro se complicou ainda mais nos últimos dias com apreensão de veículos, que, de acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal), teriam cometido irregularidades. Segundo o diretor do sindicato, Tiago Holanda, a situação que a categoria vive é precária e, diante do decreto, ficou ainda mais reduzida com impedimento de circulação entre municípios. Ainda conforme ele, os taxistas que atuam em Maceió, por exemplo, ficaram impedidos de ir buscar passageiros no aeroporto internacional Zumbi dos Palmares, que fica em área do município de Rio Largo. Situação semelhante ocorreria a quem se dirige até o polo, em Marechal Deodoro. Para Holanda, que reconhece que há um decreto e limites estabelecidos em lei para a circulação dos taxistas pelo estado, a principal questão é a liberação dos veículos, aproximadamente 25, que foram apreendidos nos últimos dias em blitzes da Arsal. Ele faz apelo para que o governo libere os carros, recolhidos ao depósito do Detran, em Maceió, para que os profissionais voltem a trabalhar, sem que também sejam obrigados ao pagamento de taxas e multas. “Pedimos ao governador [Renan Filho] que solte esses carros. Fazemos esse apelo para que vejam a situação desses pais de família. Deem essa oportunidade. Eles não têm emprego, vivem disso. Liberem os carros e façam um aviso. Se incorrer novamente, pagam multa”, reforçou Tiago Holanda.

Diante da situação, alguns taxistas chegaram a publicar vídeos, onde pedem apoio político à solução do problema, diante das perdas econômicas na atual situação, e sugerem pontos como suspender o pagamento da prestação do carro, da casa própria. “Está difícil comprar até alimentação”, pontuou um deles. Há sugestão ainda para que estado “garanta” uma renda como auxílio aos trabalhadores. Ronaldo Medeiros, diretor-presidente da Arsal, confirmou que as apreensões ocorreram, devido a irregularidades cometidas por taxistas, que realizavam o transporte de maneira irresponsável com excesso de passageiros, por exemplo. Ele assegurou que conferiu pessoalmente as ações de fiscalização e o órgão tem liberado a passagem de quem transporta pessoas que necessitam transitar entre cidades para trabalho ou tratamento de saúde, por exemplos. Medeiros reforçou ainda que não há restrições para circular para o aeroporto, entre Maceió e Rio Largo e que as medidas tomadas, com base no decreto, são “para proteger as pessoas”. Ele lembrou que, no caso dos permissionários que atuam com micro-ônibus, todos estão parados em quarentena. Sobre o cancelamento de taxas e multas aos taxista, que tiveram os veículos apreendidos, o presidente da Arsal informou que não tem poder para isso e que as medidas são tomadas com base na lei. “Qualquer alteração neste sentido teria que ser a partir da legislação”.

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