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Dieese: cesta b�sica fica mais cara em 12 capitais

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São Paulo - O custo médio da cesta básica aumentou em setembro na maioria das capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos). Das 16 capitais que estão incluídas no levantamento do Dieese, 12 registram alta na cesta no mês passado. O maior aumento em relação a agosto foi verificado em Belo Horizonte, de 3,55%, seguido por Rio de Janeiro (2,44%) e João Pessoa (2,13%). As quatro quedas que ocorreram foram em Aracaju (-1,84%), Fortaleza (-0,92%), Goiânia e Florianópolis (ambas -0,23%). Porto Alegre continua sendo a capital com o mais alto custo da cesta básica, de R$ 162,69. São Paulo permanece com o segundo maior valor: R$ 161,45. Os menores valores são os de João Pessoa (R$ 129,03), Fortaleza (R$ 126,97) e Recife (R$ 125,64). No acumulado de janeiro a setembro, das 16 capitais apenas seis apresentam variação negativa nos preços da cesta. As quedas mais expressivas no período ocorreram em Belo Horizonte (-2,70%), Florianópolis (-2,15%) e Goiânia (-1,97%). Já as maiores altas no ano são de João Pessoa (6,83%), Fortaleza (6,35%), Natal (5,44%) e Salvador (5,28%). O Dieese apurou ainda que, em setembro, na média das 16 capitais, o trabalhador formal que tem como renda o salário mínimo precisou cumprir jornada de 129 horas e 32 minutos para adquirir os gêneros de primeira necessidade. No mês passado, o custo da cesta correspondia, na média das 16 cidades, a 63,76% do salário mínimo líquido, percentual maior que o requerido em agosto (63,15%), mas inferior ao necessário em setembro de 2002 (67,36%). De acordo com cálculos do Diesse, que têm como base o maior valor da cesta básica e o preceito constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para a manutenção do trabalhador e de sua família, o salário mínimo do trabalhador deveria ser de R$ 1.366,76 em setembro, ou seja, 5,69 vezes o piso vigente, que é de R$ 240.

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