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Tempo de “vacas magras” acabou, diz Lula

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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, durante entrevista de quase duas horas às rádios dos país, que ?o tempo das vacas magras acabou? e que a economia irá crescer no último trimestre do ano. ?Todos estamos otimistas de que, no último trimestre deste ano e no ano que vem, a economia vai crescer?, afirmou, classificando a retomada do crescimento econômico como ?um sonho, um desejo e uma obsessão?. Segundo o presidente, com a definição das prioridades do governo estabelecidas no PPA (Plano Plurianual), empresários e investidores nacionais e estrangeiros serão chamados para formar parcerias, o que contribuirá também para a geração de empregos. ?Tudo está sendo feito na lógica de que a economia vai voltar a crescer e nós vamos gerar os empregos de que necessitamos?, disse. Lula comemorou também a queda nas taxas de juros ?a Selic, fixada pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), está em 20% ao ano? e voltou a afirmar que gostaria de uma queda mais acintosa, mas prefere promovê-la devagar, para não precisar voltar atrás no futuro em decorrência de um aumento da inflação. ?Queríamos fazer as coisas com mais pressa, mas estamos fazendo de tudo o que pode ser feito para reativar a economia e trabalhando para fazer os juros caírem com consistência para que a gente não tenha que voltar atrás?, declarou, elogiando em seguida a atuação do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Disse ainda que o país recuperou sua credibilidade internacional e que as exportações estão ?batendo recordes?. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Furlan, prevê superávit comercial de US$ 22 bilhões para este ano, resultado de US$ 69 bilhões de exportações e de US$ 47 bilhões. Bens de capital O setor de bens de capital, que inclui máquinas e equipamentos, é tratado pelo atual governo como prioridade, de acordo com o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. Segundo ele, isso não implica em criar barreiras às importações de bens de capital. ?Nós não poderíamos criar obstáculos a entrada de produtos, por que isso iria atrasar a competitividade brasileira?, afirmou. Segundo o ministro, o governo estuda criar um programa para dar suporte ao setor, especialmente em obras de infra-estrutura, logística e energia, incluindo empreendimentos do governo. O ministro estimou que, embora, a balança comercial do setor seja tradicionalmente deficitária, suas exportações neste ano deverão ter um crescimento de US$ 500 milhões, enquanto as importações ficarão estabilizadas.

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