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Cr�dito com desconto em folha ter� juro de at� 4%

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São Paulo - Cerca de 27 milhões de trabalhadores brasileiros com carteira assinada poderão tomar empréstimos com desconto automático em folha de pagamento com juros que variam de 1,78% a 4% ao mês, dependendo do banco, do perfil do cliente e do prazo de pagamento. Os juros não haviam sido definidos quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva regulamentou essa nova modalidade de empréstimo, há cerca de três semanas. Inicialmente, os juros de 1,78% a 4%, considerados abaixo da média de mercado, serão oferecidos apenas por 19 bancos instalados no país. Outras 33 instituições financeiras que estavam interessadas em oferecer esse tipo de empréstimo não poderão fazê-lo porque foram eliminadas na licitação promovida ontem pelas principais centrais sindicais brasileiras e pela Trevisan Consultoria Empresarial. Esse grupo de bancos, que inclui o Itaú e o Unibanco, entre outros, propôs cobrar juros superiores aos limites aceitos na licitação: taxa máxima de 4% e taxa mínima superior a 3%. Os limites foram estabelecidos para garantir que os bancos dividissem com os clientes o ganho com a redução da inadimplência, já que o crédito com o desconto em folha deverá baixar para quase zero o número de tomadores que não pagam seus empréstimos. Segundo expectativa da Trevisan, os 19 bancos qualificados na licitação de ontem deverão começar a oferecer crédito com desconto em folha dentro de 15 dias. A consultoria não divulgou as taxas propostas pelos 19 bancos. Informou apenas que a Caixa Econômica Federal foi a instituição que ofereceu os menores juros mensais, que vão variar entre 1,78% e 3,5%. Só 20% O empréstimo com desconto no contracheque, com juros menores e prazos mais longos para o pagamento, pode atingir apenas 20% dos trabalhadores, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro, Otton da Costa Mata Roma. Uma das limitações é a proibição de empréstimos para os funcionários que trabalhem em empresas com débito fiscal. ?O governo deveria ter criado algumas restrições. Pelo menos 80% das empresas têm algum tipo de débito. Além disso, o crédito será dado para o trabalhador?, afirma Roma. Apesar de não restringir o crédito para quem estiver com o nome sujo na praça, os bancos devem descontar dos 30% do salário líquido que poderá ser emprestado as prestações de outras dívidas. O tempo de serviço também será avaliado. Na Caixa Econômica Federal, o trabalhador só poderá buscar o empréstimo depois de seis meses de registro.

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