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Com�rcio aposta nas vendas de fim de ano

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FÁBIA ASSUMPÇÃO O comércio de Maceió aposta todas as fichas num aquecimento nas vendas no Natal deste ano, muito superior ao registrado em anos anteriores. Os mais otimistas estimam que o crescimento nas vendas pode ser superior a 30%. Para o professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Alagoas e coordenador do Instituto de Estudos e Pesquisas da Câmara de Dirigentes Lojistas (IEP/CDL), Silvio Costa, vários fatores contribuem para este otimismo no setor, como a progressiva queda das taxas de juros, o controle da inflação e a criação de incentivos pelo governo federal como o empréstimo com desconto direto no contracheque e linhas de crédito para compra de eletrodomésticos. O economista acrescenta que independentemente de qualquer situação, o fim de ano é, sem dúvida, o melhor período de vendas no comércio. ?Existe um apelo muito forte no fim de ano e ninguém deixa de comprar alguma coisa?. Devido às condições atuais, que afetaram principalmente a classe média, o que muda é o comportamento do consumidor, mas ele não deixa de comprar. ?Ele pode não ter condições de comprar um vinho importado, mas não vai deixar de comprar um vinho nacional mais barato?, observa. Silvio ressalta ainda que apesar da previsão de crescimento na vendas, isso não quer dizer que este será o melhor Natal para o comércio. ?Mas, com certeza, será melhor do que o verificado em anos anteriores?. Para o economista, o clima de incertezas que tomou conta do País com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a desaparecer. As medidas tomadas pelo governo, no início, para controlar a inflação, acabaram gerando uma recessão na economia e elevaram as taxas de desemprego. Toda essa situação deixou os consumidores com o pé atrás, na hora da compra. Um dos fatores de maiores reclamações do comércio era a alta taxa de juros que chegava a 26,5%, e hoje encontra-se em 22%. Apesar de ser considerada ainda muito alta, há uma tendência de queda ainda maior, o que anima as expectativas dos lojistas. ?A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil já acenam com a possibilidade reduzir suas taxas de juros?, salienta Silvio. Apesar de as medidas tomadas pelo governo federal, até agora, serem consideradas paliativas, Silvio acredita que são suficientes para tirar o sufoco vivido pelos empresariados no comércio nos últimos meses e alavancar as vendas. O aquecimento das vendas também representa mais emprego no comércio, principalmente os chamados temporários, mas que para muita gente pode ser a oportunidade de ser inserir definitivamente no mercado. O coordenador do IEP lembra que os comércios varejista e atacadista ainda são a maior fonte de arrecadação de ICMS no Estado. E quando o setor vai mal, toda a economia do Estado é afetada.

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