Economia
Microcr�dito se populariza e vira empreendimento
FÁTIMA ALMEIDA O verbete microcrédito está se popularizando no vocabulário dos brasileiros. Ainda, nem foi registrado nos dicionários da língua pátria mais é cada dia mais falado, entre comunidades carentes, micro e pequenos produtores, empresários que tocam pequenos negócios e trabalhadores do mercado informal. São muitas as linhas de financiamento, quase todas orientando para uma modalidade cada vez mais presente nas relações de trabalho ? o empreendedorismo de quem quer tem a coragem ou é obrigado a carteira de trabalho e viver do seu próprio negócio. Em Alagoas, esse financiamento especial para projetos dos micro e pequenos empresários vem sendo feito pelo Banco do Nordeste e pelo Banco Cidadão. Visto de maneira atravessada por setores da economia, que acham que o investimento em grandes empreendimentos ainda é a saída mais viável, o microcrédito tem, entre seus mais fervorosos defensores, pessoas que mudaram de vida, para melhor. Ampliação Milhares de trabalhadores informais que passaram a ter uma renda ou ampliaram o orçamento doméstico, sustentado, num carrinho de pipoca, na banca de camelô ou na máquina de costura. Alguns deles saíram da situação de desemprego e hoje são empregadores, como dona Elisete Moreira da Silva, que faz do pequeno ateliê, na Rua Formosa, 1565, o arrimo da família e a fonte de renda de duas auxiliares que contratou para dar conta das costuras, hoje, distribuídas em lojas do Centro de Maceió e em outros pontos-de-venda. Dona Elisete tem 74 anos e costura desde os 12. Há quatro anos, ela recorreu ao Crediamigo, oferecido pelo Banco do Nordeste e comprou tecidos em estoque, aviamentos, equipamentos de trabalho e acessórios. ?Melhoramos bastante de vida, graças a Deus e ao microcrédito?, testemunha ela. Mais lucros Valdir Ângelo Jorge recorreu ao microcrédito há cerca de três anos para ampliar seu pequeno negócio, uma banquinha onde vendia quadros no centro da cidade. Hoje são duas bancas, com produtos esportivos diversificados, a maioria trabalhada por ele mesmo, num processo artesanal que aperfeiçoou com o capital e a orientação do banco. Sua margem de lucro, segundo ele, aumentou em mais de 200% e hoje, sustenta cinco pessoas e ainda dá para paga um pequeno aluguel, na porta de um estabelecimento, na Rua Joaquim Távora, próximo à Igreja do Livramento, onde está instalado.