Economia
SPC contesta CDL sobre uso de cheques
FÁTIMA ALMEIDA O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) do Brasil questiona o posicionamento declarado pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Maceió, Wilson Barreto, de que o comércio pode adotar uma postura restritiva ao uso de cheques como forma de evitar os prejuízos com a inadimplência. Segundo Elizeu Roberto, representante da empresa em Maceió, o que o comércio precisa é ser mais criterioso no recebimento de cheques, observando regras e recomendações que podem reduzir em até 70% essa inadimplência. Seu colega, Mário Lima, também do SPC, destaca que existem no mercado equipamentos técnicos capazes de ajudar nessa triagem, além da oferta de capacitação de lojistas e funcionários para os procedimentos corretos no acatamento de um cheque. ?O problema é que a maioria dos comerciantes quer se livrar do estoque e vender de qualquer maneira e é esse comportamento que aumenta o risco de inadimplência?. Segundo eles, a avaliação criteriosa do cheque na hora do recebimento, a consulta aos serviços de informação, verificação e garantia, e, às vezes, o simples cuidado em confirmar o telefone dado pelo cliente evita problemas futuros, porque mesmo que o cheque seja devolvido, há como localizar o emitente. ?Se isso fosse observado, a inadimplência não chegaria a 1,5%?, garante Elizeu Roberto. Eles destacam que o cheque no Brasil, além de ser uma ordem de pagamento à vista, é também um fomentador de crédito direto ao consumidor, principalmente os de baixa renda, movimentando o segmento varejista, responsável, segundo eles, por 80% dos cheques emitidos no país, dos quais mais de 70% são pré-datados.