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Governo amplia cr�dito para material de constru��o

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Brasília - O Planalto reforça hoje o pacote de medidas para reativar a economia com o lançamento de mais uma linha de crédito para incentivar o consumo. Desta vez, o setor agraciado pelo governo é o de material de construção. Será anunciada uma linha específica de financiamento pela Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil para a compra de insumos para a reforma ou construção da casa própria. Apurou-se que a nova linha de crédito deve receber de R$ 400 milhões a R$ 600 milhões. A origem dos recursos será o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Antes, apenas o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) financiava a compra de material de construção. Como funciona A nova linha, denominada ?FAT-material de construção?, será operada diretamente pelas lojas de material de construção. Ou seja, em vez de ir ao banco e pedir o crédito, o financiamento será operado pelas lojas de material de construção filiados à Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). O valor do crédito dependerá do limite de crédito de cada cliente do BB e da Caixa. No caso do BB, o cliente que consultar sua agência já saberá quanto de crédito pré-aprovado terá para usar no financiamento da compra de material de construção. O limite pode variar entre R$ 100 e R$ 10 mil. O financiamento tem taxa de juros de 1,98% ao mês e prazo de dois a 24 meses, além de alíquota zero de IOF e carência de até 59 dias para pagamento da primeira parcela. O BB já iniciou a operação da linha FAT-material de construção em caráter experimental no começo do mês. Já foram feitas mais de 1.000 operações de crédito, no valor médio de R$ 2.500 a R$ 3.000. ?Agenda positiva? A linha FAT-material de construção integra um pacote de incentivo do governo para incentivar o consumo. No mês passado, a ?agenda positiva? do Planalto lançou medidas para estimular a compra de produtos da linha branca (geladeira, fogão e lavadora de roupa) e marrom (televisor) e incluiu ainda a regulamentação do empréstimo com desconto automático em folha de pagamento. Antes disso, o governo iniciou uma campanha pela redução do spread bancário por meio da regulamentação do microcrédito, que oferece empréstimos de R$ 500 (pessoas físicas) e R$ 1.000 (microempreendedores) a uma taxa de juros mensal de 2%.

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