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Economia

Consumidor tem poder de compra rebaixado

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Informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o poder de compra do empregado no setor encolheu quase 18% desde o segundo trimestre de 1995, auge da valorização dos salários no Real, até o mesmo período de 2003. Além disso, o Ibope também tem pesquisa mostrando que dos anos 90 para cá, o que se vê é um rebaixamento do poder aquisitivo da população. A economista alagoana Luciana Caetano orienta que o produto de marca famosa não é, necessariamente, o de melhor qualidade. ?É o mais caro porque ali estão embutidos custos que o fabricante teve ao lançá-lo no mercado, inclusive o custo do marketing. A propaganda de que o produto é o melhor consegue iludir muita gente. Induz o consumidor a aceitar o produto de cara. Cuidado com a ilusão. Vale experimentar os similares para conferir a qualidade. Assim chega-se a uma boa economia. À vista Luciana também recomenda que devemos reservar o valor gasto com a feira e fazer as compras à vista. ?Evitar financiamento é a melhor forma de economizar. Com o dinheiro na mão, a dona de casa fica livre para comprar em lugares diferentes, onde não se trabalha com cartão nem cheque. Há uma taxa embutida nos financiamentos, mesmo quando se paga a fatura em dia. Quando há atraso, então, os juros são abusivos?, alerta a profissional, lembrando que a maioria dos trabalhadores está sem aumento real há cerca de sete anos e isto forçou cada um a mudar de comportamento na hora das compras. Ela observa que se gasta 55% do salário mínimo com a cesta básica, mas um ser humano necessita muito além da cesta para sobreviver dignamente. Somente na virada de julho para agosto deste ano houve um aumento de 2,8% no custo de vida em Maceió, o que sufoca ainda mais a classe pobre. Para maximizar a renda é preciso não cair no conto das falsas promoções. ?Tem promoção relâmpago que é um engodo. Vantagem O pior é que, às vezes, o consumidor leva o produto para casa pensando ter obtido vantagem, mas é um item que naquele momento ele nem necessita. Resultado, vai faltar dinheiro para outras coisas importantes. Fazer compras exige que sejamos racional. Nada de ceder aos apelos de marketing e consumir itens que muitas vezes são colocados em promoção porque são mercadorias que os supermercados querem se livrar?, esclarece a economista. Substituir o presunto pelo apresuntado, manteiga por margarina, aprender receitas baratas como tortas salgadas de sardinha, sarapatel com miúdos de galinha, por exemplo, são iniciativas que geram significativa economia no dia-a-dia e maximizam o salário do mês. ?Antigamente eu podia servir todos os dias queijo e presunto no pão do café da manhã. Hoje ficamos só com o queijo. O presunto entra esporadicamente. Fazia salada de frutas para o lanche. Hoje sirvo cada fruta de uma vez. Rende mais. Além disso, toda sobra de comida é transformada em outra receita, evitando desperdício?, confessou a dona de casa Ana Lídia Pereira. Se o consumidor está fazendo economia com alimentação, imagine com outros produtos, como artigos para presentes, roupas, objetos de decoração e acessórios de uso pessoal. Que o diga o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Wilson Barreto. ?O comércio vive uma de suas maiores crises. Na última década, o volume de vendas ora se mantém no mesmo patamar, ora cai, em relação ao ano anterior. É difícil para o pequeno investidor manter seu negócio aberto. Os itens vendidos são sempre os mais baratos. O povo quer qualidade com preço acessível ao seu orçamento. O consumidor ficou exigente, aprendeu a gostar do que é bom, mas seu poder de renda é muito baixo. As compras maiores são feitas à crédito, mas, por segurança, muitas lojas só operam com cartão ao invés de cheque, temendo não receber?.

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