Economia
Em alta pelo 2� dia, d�lar encerra a R$ 2,85
São Paulo - O dólar subiu 0,38% e fechou a R$ 2,85, a maior cotação em nove dias. Foi o segundo dia consecutivo de alta. A moeda dos EUA ainda acumula queda de 1,4% em outubro e de 19,6% no ano. Os negócios foram apáticos, sem oscilações expressivas, apesar de uma leve melhora do volume de negócios (em torno de US$ 700 milhões, mas abaixo da média normal de US$ 1 bilhão). A parada do mercado ocorreu após um dia agitado, com a emissão brasileira de bônus de sete anos no valor de US$ 1,5 bilhão e com a aprovação da Lei das Falências na Câmara. Nem a expectativa em relação a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decide o rumo do juro (hoje em 20% ao ano) na próxima quarta-feira, serve para renovar o ânimo dos investidores. O consenso é um corte de um ponto percentual. Apesar da alta do dólar nos últimos dias, a permanência da moeda americana abaixo do patamar de R$ 2,90 ao longo deste mês motiva especulações sobre os próximos passos do Banco Central para conter uma forte valorização do real e o consequente impacto negativo na balança comercial. Até o final deste ano, o BC deverá retirar do mercado cerca de US$ 5,4 bilhões recomprando títulos corrigidos pelo dólar, ou seja, não serão mais realizados leilões para a rolagem dos papéis cambiais nos próximos quatro vencimentos em novembro e dezembro. O objetivo dessa estratégia seria impedir uma queda maior do dólar ao ponto de prejudicar as exportações do país. Risco em alta A cotação do C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior encerrou em baixa de 0,86%, para 93,125% de seu valor de face. Já a taxa de risco-país, medida pelo J.P. Morgan, subiu 2,57%, para 598 pontos, depois de fecharaos 583 pontos-básicos no dia anterior. O risco mede a diferença entre os juros pagos por títulos da dívida soberana do país e papéis do governo norte-americano.