Economia
Cana: subs�dio sair� atrav�s de emenda or�ament�ria
EDIVALDO JUNIOR No primeiro encontro da bancada federal de Alagoas com empresários do setor sucroalcooleiro, ontem pela manhã, no Hotel Meliá, deputados federais e senadores de Alagoas assumiram o compromisso de mobilizar a bancada nordestina no Congresso Nacional para apresentar uma emenda orçamentária de R$ 186 milhões. Os recursos serão utilizados na retomada do programa de equalização de custos da cana-de-açúcar na Região. Os repasses da equalização ? também conhecida como subsídio da cana ? estão atrasados desde o ano passado. O valor que será apresentado como emenda corresponde à produção de um ano no Nordeste. A equalização representa a diferença do custo para se produzir um tonelada de cana no Nordeste, em comparação com o Centro-Sul. O valor reconhecido pelo Ministério da Agricultura é de R$ 5,07 por tonelada. Mas a diferença real, segundo os produtores passa dos R$ 9,00. ?O programa de equalização é essencial para manter a indústria sucroalcooleira do Nordeste competitiva, gerando empregos e desenvolvimento na Região?, disse o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas (Sindaçúcar/AL), Pedro Robério Nogueira. Futuro O tema do encontro foi o futuro do setor canavieiro em Alagoas e no Nordeste. Participaram do encontro, realizado pelo Sindaçúcar-AL, o coordenador da bancada alagoana, deputado Benedito de Lyra (PTB), os deputados federais João Lyra (PTB), Maurício Quintela (PSB) e Thomaz Nonô (PFL), e o senador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Empresários do setor, a exemplo de Carlos Lyra, João Tenório, José Ernesto Maranhão e Luiz Carlos Maranhão, também participaram do encontro e debateram com os parlamentares propostas para manter a indústria sucroalcooleira alagoana competitiva. O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, fez uma exposição sobre a ?Importância Econômica do Setor Sucroalcooleiro Alagoano?, apresentando os principais números da economia canavieira em Alagoas: área cultivada de 413 mil hectares, produção de 23.397.149 toneladas de cana (safra 2002/2003), geração de 91 mil empregos diretos, sendo 21 mil empregos na área urbana e 70 mil empregos na área rural, e faturamento de cerca de R$ 1,87 bilhão (safra 2002/2003).