Economia
D�lar fecha semana com alta acumulada de 1,3%
São Paulo - O dólar fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo. A moeda americana subiu 0,66%, cotada a R$ 2,869, o maior valor em 14 dias. Na semana, a valorização atingiu 1,3%. O mercado alimenta a expectativa de que o governo adote medidas para turbinar a cotação. Os exportadores estão preocupados com o preço abaixo de R$ 2,90. Com a moeda em baixa, eles ganham menos na hora de converter dólar em reais. Além disso, os produtos brasileiros ficam mais caros no exterior. Por isso, o setor defende a cotação em torno de R$ 3. Como o país precisa gerar saldo positivo (exportações acima das importações) na balança comercial para tranquilizar os credores de sua dívida, o governo estaria tentado a intervir mais no mercado de câmbio. Entre as ações especuladas pelos operadores, está a liberação de uma maior parcela de dinheiro retida pelos bancos visando estimular o crédito e aumentar o consumo. Ou seja, uma redução da alíquota do empréstimo compulsório, como fez o Banco Central em agosto. De olho na maior demanda, as indústrias elevariam a produção. Com isso, elas precisariam de mais dólares para importar matéria-prima e equipamentos. ?Com o compulsório bancário menor, o governo atingiria dois objetivos: aqueceria a economia e aumentaria as importações, pressionando o dólar como pedem os exportadores?, diz o analista Mario Battistel, da corretora Novação. Risco-Brasil A taxa de risco-Brasil, medida pelo J.P. Morgan, fechou em alta de 1,17% nesta sexta-feira em relação ao fechamento de quinta, para 605 pontos. Entre os títulos da dívida, o C-Bond fechou praticamente estável, com leve alta de 0,06%, negociado a US$ 0,9318.