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Di�logo, a nova estrat�gia do setor sucroalcooleiro

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EDIVALDO JUNIOR Discretamente, o setor sucroalcooleiro alagoano deu a arrancada na última sexta-feira para uma nova estratégia de relacionamento político e social que pode mudar para melhor a imagem de empresas e empresários do segmento ? as usinas e os usineiros. Durante décadas, usineiros foram saco de pancada de políticos, sindicalistas, movimentos de esquerda e ecologistas. Quase silenciosamente, eles fizeram o dever de casa e conseguiram reconhecimento no Brasil. Hoje são tratados em outros estados como importantes investidores (é o caso de Minas Gerais e São Paulo), mas continuam sendo vistos por muitos alagoanos com um olhar de desconfiança. Convencido de que o setor nada tem a esconder, o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas (Sindaçúcar/AL), Pedro Robério Nogueira, começou, na sexta-feira, a externar para o público a nova estratégia dos produtores de açúcar e álcool. ?Vamos buscar o diálogo com toda a sociedade. E para isso é essencial revelar a Alagoas e ao Brasil qual é a verdadeira dimensão da economia canavieira alagoana. Quando todos conhecerem os reais números do setor, certamente teremos o apoio não só de políticos e autoridades, mas de toda a população alagoana?, afirmou. O pontapé para a nova estratégia foi dado em reunião com os deputados federais João Lyra, Benedito de Lyra, Thomaz Nonô e Maurício Quintela e o senador Teotônio Vilela Filho, num encontro que teve como tema futuro do setor canavieiro em Alagoas e no Nordeste. Durante a reunião, realizada no Hotel Meliá, o presidente do Sindaçúcar-AL apresentou os principais números da economia canavieira em Alagoas: área cultivada de 413 mil hectares, produção de 23.397.149 toneladas de cana (safra 02/03), 91 mil empregos diretos (21 mil na área urbana e 70 mil na área rural) e faturamento de R$ 1,87 bilhão (safra 02/03). Segundo o presidente do Sindaçúcar-AL, o encontro foi o primeiro de uma série. ?Vamos conversar também com os deputados estaduais, prefeitos, instituições e entidades representativas da sociedade alagoana?, afirmou Pedro Robério, acrescentando que ?as empresas do setor têm projetos na área social e ambiental que são exemplos para o País. Hoje, as usinas alagoanas têm uma área de reservas ambientais maior do que toda a área de reserva do Ibama no Nordeste?. Efeito A nova estratégia tem surtido efeito. O presidente do Sindaçúcar/AL revela que o setor já conseguiu, em vários pleitos, o apoio da bancada federal de Alagoas. E a tendência é que o relacionamento melhore ainda mais a partir de agora. O coordenador da bancada federal, Benedito de Lyra, afirmou que os parlamentares de Alagoas vão mobilizar a bancada nordestina no Congresso para apresentar emenda orçamentária de R$ 186 milhões para retomada do programa de equalização de custos da cana-de-açúcar, cujos recursos não são repassados aos produtores desde o ano passado. A bancada de Alagoas também assumiu o compromisso de defender a ampliação dos benefícios da Lei Kandir (que compensa os estados pelo ICMS que deixam de recolher dos produtos exportados), e de trabalhar pela ampliação de mercados para o açúcar e o álcool (Japão, União Européia, Estados Unidos e Mercosul). No âmbito estadual, o Sindaçúcar/AL trabalha com a expectativa de fechar a ?agenda positiva? com o governo de Alagoas. ?Superados alguns detalhes, o setor passará a contribuir com algo em torno de R$ 86 milhões anuais de ICMS num primeiro momento?, afirmou Pedro Robério Nogueira. ?Queremos diálogo e transparência. Somos produtores e contribuímos para o desenvolvimento do Estado. Não temos nada a esconder?, resumiu.

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