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Estado inicia briga por R$ 80 milh�es do Prodetur II

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FÁBIA ASSUMPÇÃO As obras financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo Integrado no Nordeste (Prodetur), começam a ganhar forma em Alagoas, depois de um prolongado processo iniciado pelo governador Ronaldo Lessa para colocar o Estado em situação de adimplência e apto a receber os recursos do banco. São obras como a construção do Centro de Convenções de Maceió, no bairro de Jaraguá, e de saneamento e abastecimento de água do município de Maragogi, viabilizadas por intermédio do Prodetur I. Agora, o Estado trabalha para conseguir a liberação dos recursos do Prodetur II, em torno de US$ 80 milhões. Entre os projetos prioritários estão incluídos o saneamento da Grande Maceió e dos municípios da região Norte, desde Paripueira até Japaratinga. O secretário do Prodetur, José Lima, observa que o BID liberou para Alagoas, por meio do Prodetur I, R$ 15,700 milhões. Entre os projetos contemplados com estes recursos está a construção do Centro de Convenções de Maceió e Exposições, recursos estes que contam com a participação de 50% do BID, 30% do Estado e 20% do Ministério do Turismo. ?As obras estão bem avançadas e com a possibilidade de inauguração no primeiro semestre de 2004? adianta Lima. Para o saneamento e abastecimento de água de Maragogi e outras obras incluídas no Prodetur I estão sendo investidos cerca de R$ 9 milhões. Com esta obra, Maragogi vai se tornar a cidade mais saneada do Brasil, acentua o secretário do Prodetur. O Prodetur I também incluiu investimento para o Desenvolvimento Institucional do Instituto do Meio Ambiente (IMA), englobando a capacitação dos servidores do órgão, informatização e modernização (aquisição de novos equipamentos). José Lima lembra que o Estado passou por um longo processo para se tornar apto a receber os recursos do BID. O governador Ronaldo Lessa teve de fazer um grande esforço para viabilizar o pagamento de dívidas do Estado, algumas existentes há mais de 28 anos, para torná-lo adimplente. Só este ano, o Estado conseguiu atingir este objetivo e não perdeu tempo para dar andamento aos projetos contemplados pelo Prodetur I, cujos recursos são repassados por meio do Banco do Nordeste. Atendendo a um convite do presidente do BID, Enrique Iglesias, ao governo de Alagoas embarcam para Washington, onde está instalada a sede do banco, o secretário José Lima e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Arnaldo Cavalcanti Filho, para discutir a possibilidade de financiamento para novos projetos no Estado. Projetos Entre estes projetos estão o saneamento de Maceió e o Programa Pró-Mata, um novo projeto desenvolvido pelo BID, dirigido à zona da mata alagoana, que prevê ações de desenvolvimento sustentável, como a criação e gestão de unidades conservadoras do meio ambiente, diagnóstico socioambiental da região, reflorestamento, entre outros. Segundo José Lima, os investimentos para esses projetos envolvem recursos em torno de R$ 150 milhões. E o governo não vai medir esforços para viabilizá-los. Alagoano de Delmiro Gouveia, José Lima viveu durante anos no Rio de Janeiro e por dois anos na Espanha. Há 14 anos, redescobriu Maceió e fincou raízes na capital alagoana. No governo Divaldo Suruagy atuou como assessor para assuntos internacionais, quando foram mantidos os primeiros contatos com o BID para obter os recursos para o Prodetur. Na época, o Estado não pôde receber os financiamentos do BID porque estava inadimplente. Depois de ser apresentado ao então prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa, José Lima assumiu a Secretaria de Assuntos Internacionais da Prefeitura de Maceió. Quando Lessa assumiu o governo do Estado, ele passou a exercer a Gestão Especial do Prodetur, onde permanece até hoje.

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