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D�lar registra a quarta alta seguida e fecha a R$ 2,876

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São Paulo - O dólar subiu 0,24% e fechou cotado a R$ 2,876, a maior cotação em 17 dias. Foi a quarta alta consecutiva da moeda americana, que chegou, durante a manhã, a ser negociada acima do patamar de R$ 2,90, no valor máximo de R$ 2,902, uma alta de 1,15%. No mês, o dólar acumula uma pequena queda de 0,55%. No ano, a baixa acumulada está em 18,8%. Em dia de poucos negócios, nem a notícia sobre a captação de US$ 500 milhões pelo Bradesco, acima da oferta inicial de US$ 300 milhões, foi suficiente para interromper a escalada de alta da moeda americana. A grande expectativa do mercado nesta semana é o resultado da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decidirá o rumo do juro, hoje em 20% ao ano. Operadores esperam um corte entre 1 e 1,5 ponto percentual na próxima quarta. Na semana passada, o mercado especulou que o Tesouro poderá comprar dólares no mercado à vista ou antecipar leilões de recompra de títulos cambiais, com o objetivo de turbinar as cotações. Os exportadores estão preocupados com o preço abaixo de R$ 2,90. Com a moeda em baixa, eles ganham menos na hora de converter dólar em reais. Além disso, os produtos brasileiros ficam mais caros no exterior. Por isso, o setor defende a cotação em torno de R$ 3. Como o país precisa gerar saldo positivo (exportações acima das importações) na balança comercial para tranqüilizar os credores de sua dívida, o governo estaria tentado a intervir mais no mercado de câmbio. Risco-Brasil Entre os títulos da dívida, o C-Bond recuou 0,06%, negociado a 93,12% de seu valor de face. No ano, o título acumula valorização de quase 41%. A taxa de risco-Brasil, medida pelo J.P. Morgan, operou em queda de 0,16%, para 604 pontos.

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