Economia
D�lar fecha em queda de 0,66% a R$ 2,857 e bolsa sobe 0,43%
São Paulo - O dólar interrompeu a sequência de quatro altas consecutivas e fechou em queda de 0,66%, a R$ 2,857, menor valor desde a quinta-feira passada. Agora, a moeda dos EUA acumula baixa de 1,2% no mês e de 19,4% no ano. Após o encerramento dos negócios, o governo anunciou a rolagem de uma dívida cambial do governo no início de novembro. O mercado de câmbio viveu um dia calmo. Os títulos da dívida externa do país voltaram a se valorizar no exterior, após uma temporada de realização de lucros (vendas para embolsar ganhos com a alta recente). Operadores repetiram um discurso que ganhou destaque na semana passada: o otimismo é alimentado pela expectativa de melhora da nota de crédito do Brasil. Risco e bolsa A Bolsa de Valores de São Paulo encontrou fôlego para subir nesta terça-feira, mesmo depois da alta de 3,25% da véspera. O movimento, embora mais discreto, foi embalado pela aposta na trajetória declinante do juro básico e pela expectativa de crescimento econômico. O Ibovespa fechou em alta de 0,43%, a 18.448 pontos, e manteve-se no maior patamar mais alto desde 27 de março de 2000, quando o índice fechou em 18.951 pontos. O Comitê de Política Monetária (Copom) divulga após o encerramento dos negócios nesta quarta-feira a nova taxa básica de juro do país. A maior parte do mercado acredita em corte de 1 ponto percentual, o que, segundo analistas, pode incentivar um pouco de realização de lucros. Já um corte de 1,5 ponto, como apostam os mais otimistas, pode injetar ânimo na bolsa. Entre os títulos da dívida, o C-Bond subiu 0,53%, negociado a 93,62% de seu valor de face. A taxa de risco-Brasil fechou em queda de 0,16%, aos 603 pontos.