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Economia

Bolsa recua quase 3% e d�lar fecha est�vel

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São Paulo - A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre os juros derrubou ontem a Bovespa, que amargou a sexta maior queda do ano. O corte de apenas um ponto percentual na taxa, de 20% para 19% ao ano, frustrou os investidores que esperavam uma redução maior. O Ibovespa, que mede o desempenho das 54 ações mais negociadas, chegou a despencar até 3,5%. Mas fechou em baixa de 2,99%, aos 17.689 pontos, a menor pontuação em duas semanas. Isso surprendeu alguns profissionais, que não esperavam que o índice abandonasse o patamar de 18.000 pontos. O pregão foi movimentado. Os negócios giraram R$ 1,1 bilhão, depois da redução no giro financeiro registrada nos dias anteriores à reunião do Copom. Dólar e risco O dólar fechou praticamente estável, em um dia de poucos negócios. A moeda norte-americana teve uma leve alta de 0,03%, cotada a R$ 2,865 no fim da sessão. Durante o dia, as cotações oscilaram entre uma mínima de R$ 2,861 (baixa de 0,10%) e uma máxima de R$ 2,889 (alta de 0,87%). Uma das razões do menor número de transações é a redução dos negócios do comércio exterior. Ou seja, os exportadores e importadores já entram em clima de final de ano, deixando de realizar operações no mercado de câmbio. ?Como a economia não deslancha, a indústria prefere queimar seus estoques em vez de importar mais insumos para a produção. Nosso superávit da balança comercial é ilusório: é alto porque a gente está só exportando e importando muito pouco?, diz o dono da corretora NGO, Sidnei Moura Nehme. A cotação dos principais títulos da dívida brasileira negociados no exterior manteve o movimento de queda, um dia após o corte na Selic. O C-Bond caiu 0,60%, cotado a US$ 0,9268. A taxa de risco-País, medida pelo J.P. Morgan, avanççou 2,24%, para 638 pontos.

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