Economia
Em alta pelo 3� dia, d�lar encerra a R$ 2,871
São Paulo - O dólar terminou a semana em alta pelo terceiro dia. A moeda americana teve pequena valorização de 0,20%. No fim dos negócios, US$ 1 era vendido por R$ 2,871. Segundo operadores, a apatia dominou as mesas de operações e atingiu também os mercados de juros e de cupom cambial na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Nem as variações das taxas dos títulos do Tesouro americano serviram de pretexto para um maior volume de negócios. Os anúncios de que a petroquímica Braskem concluiu uma nova captação externa e de que a agência de classificação de risco Moody?s melhorou a perspectiva das notas de solidez financeira de 20 bancos brasileiros não interferiram nos negócios com câmbio. A captação da Braskem já era esperada, e a Moody?s não alterou a nota de crédito do país, explicaram operadores. Já a corretora americana Merrill Lynch alterou sua projeção para o dólar no Brasil. A instituição espera agora que a moeda dos EUA feche o ano em torno de R$ 3,10. A previsão anterior era de R$ 3,25. O consenso do mercado é de R$ 3,02, segundo pesquisa do Banco Central. Bolsa e risco Pela manhã, o Ibovespa chegou a cair 1,98%, ainda na esteira das perdas de Wall Street. Mas após a agência de classificação de risco mudar de negativa para estável a perspectiva dos ratings de solidez financeira dos bancos do país, o indicador se recuperou e fechou em alta de 0,70%, a 17.814 pontos. O volume financeiro na bolsa paulista foi de 667,8 millhões de reais - cerca de metade da média diária que vinha sendo registrada neste mês. Os bônus brasileiros negociados no exterior também melhoraram após a notícia da Moody?s. O C-Bond, principal papel do Brasil, caía antes do relatório ser divulgado e virou. Encerrou em alta de 0,06%, cotado a 92,75% do valor de face. A taxa de risco-País, medida pelo J.P. Morgan, registrou alta de 1,41%, para 647 pontos.