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CUT consegue juros menores para empr�stimo com desconto em folha

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Brasília - As operações de empréstimo para trabalhadores da iniciativa privada consignado em folha de pagamento poderão ter taxas de juros menores que as cobradas nas operações de microcrédito, que é de 2% ao mês. Um convênio assinado ontem entre CUT (Central Única do Trabalhador) e 11 bancos (Bradesco, BMG, HSBC, Santander, Alfa, Real, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco de Pernambuco, Sudameris, Lloyds Bank) vai garantir aos trabalhadores taxas que variam de 1,75% ao mês a 3,3% ao mês. O presidente da CUT, Luiz Marinho, disse que espera, na próxima semana, assinar o convênio ainda com outros cinco bancos: Banco Itaú, Unibanco, Rural, VR e Fibra. Segundo ele, esses bancos não assinaram o convênio hoje por problemas operacionais. Pelo acordo, os trabalhadores sindicalizados à CUT terão empréstimos a taxas de juros que vão variar de 1,75% ao mês, para operações de até seis meses, a 2,6% ao mês para operações de até 36 meses. Juros maiores Para os trabalhadores não associados à CUT, a taxa de juros vai variar de 2% a 3,3% ao mês. No caso de não haver garantia das verbas rescisórias, a taxa varia de 1,85% a 2,8% ao mês. As negociações com os bancos já podem começar a ser feitas pelas empresas ou pelos próprios de trabalhadores ligados à CUT. Para conceder o empréstimo, os bancos vão poder cobrar uma TAC (Taxa de Abertura de Crédito) de R$ 10 para associados e R$ 20 para não-associados. Para chegar a esse entendimento com os bancos, a CUT fez uma espécie de licitação, coordenada pela empresa de consultoria Trevisan, para escolha das instituições que ofereceriam as menores taxas aos trabalhadores. ?Reduzir spread é melhor em um processo de negociação, do que por decreto. A negociação às vezes é mais eficaz que um decreto?, disse o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, que participou da solenidade de assinatura do convênio, realizada na sede do ministério.

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