Coronavírus
VENDAS DE GÁS DE COZINHA SOBEM 15% COM QUARENTENA
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As vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) – o gás de cozinha – cresceram em média 15% em Alagoas no mês de março. A constatação é do revendedor e filiado à Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de GLP (Abragras), Leandro Henrique Cezar Leite. Segundo ele, a explicação para o aumento nas vendas está no isolamento das pessoas em casa.
De acordo com o empresário, ele vendeu cerca de 1.300 botijões a mais no mês de março – a média mensal é de 10 mil. No entanto, ele conta que o problema maior não é o crescimento da demanda e sim a falta do produto. Leite afirma que a produção na Petrobras diminuiu devido a alta oferta de combustíveis no mercado e que isso afetou o GLP. No entanto, ele tranquiliza que não há desabastecimento em Alagoas. “Só pequenos problemas de carregamento e baixa de estoque em algumas revendas”, esclarece. Leite lembra ainda que outro fator positivo para que não haja desabastecimento no mercado alagoano é que há produção no estado. “Alagoas é beneficiada porque tem fonte em Pilar. Daí atende uma boa demanda do estado”, explica. Segundo ele, o restante do produto consumido em Alagoas vem da refinaria de Suape, em Pernambuco, que ele afirma estar passando por problemas de abastecimento.
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) afirmou, em nota, que o abastecimento de gás de cozinha não sofreu, até o momento, qualquer impacto importante em função da pandemia de Covid-19. No entanto, o sindicato informa que a demanda sofreu um surpreendente e inesperado aumento com a recomendação de isolamento social da população, para o qual, segundo o Sindigás, a Petrobras não conseguiu responder com a velocidade adequada, gerando um atraso entre dois e três dias para as entregas de produto.
* Sob supervisão da editoria de Economia