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PANDEMIA FAZ VENDAS DE VEÍCULOS RECUAREM QUASE 11% EM ALAGOAS

Segundo os dados, foram vendidos 1,5 mil veículos no mês passado, contra 1,7 mil em março de 2019

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A pandemia de coronavírus, que obrigou o fechamento de concessionárias de veículos em Alagoas devido ao decreto lançado pelo governo do Estado, provocou uma queda de 10,75% nas vendas no setor em março, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De acordo com o levantamento, foram comercializados no Estado, no mês passado, 1.536 veículos, contra 1.721 vendidos em março de 2019. As vendas incluem, além de automóveis e comerciais leves, caminhão, ônibus, motocicleta e implementos rodoviários. Levando-se em conta apenas automóveis e comerciais leves, as vendas de março nas concessionárias alagoanas registraram uma queda de 10,18% na comparação com março do ano passado. Segundo a Fenabrave, as vendas de veículos novos em Alagoas no primeiro semestre registraram uma retração de 21,54% na comparação com o mesmo período do ano passado. Nos três primeiros meses deste ano, foram vendidos 4.967 veículos, contra 6.331 comercializados em igual período de 2019. As vendas também despencaram no setor de motocicletas, que registrou uma retração de 15,18% em março, ante março do ano passado, e de 34,59% no primeiro trimestre, na comparação com igual período de 2019. Para o Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o mês de março foi impactado drasticamente em função da pandemia do coronavírus. “Nosso setor, que representa 4,5% do PIB e gera, diretamente, mais de 315 mil empregos, por meio de 7,3 mil concessionárias, está praticamente paralisado em função dos decretos de quarentena", ressaltou. Segundo Alarico Assumpção, apenas algumas concessionárias estão com as oficinas abertas para atender caminhões, ambulâncias e outros veículos essenciais para serviços de primeira necessidade, como os ligados à saúde e alimentação. Ele ressalta que ainda não é possível revisar as projeções do setor para o ano de 2020, em função da falta de previsibilidade de retorno do comércio e dos reais impactos ao final do período de quarentena. “Sabemos que a prioridade é a saúde da população, mas a continuar como está, em um mês de estagnação, cerca de 20% dos empregos do nosso Setor podem ser comprometidos, pois os Concessionários estão sem receita e, ao contrário, têm despesas fixas", disse. Ele destacou ainda que por enquanto, as concessionárias estão segurando a situação como podem, antecipando férias e utilizando banco de horas. "Mas chegará um momento em que isso não se sustentará”, enfatizou. Por meio de assessoria de imprensa, ele destacou que para atenuar a situação dos empresários do setor, a Fenabrave tem solicitado diversos pleitos, tanto aos governos estaduais e municipais, como junto ao governo federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES, entre outros órgãos. Entre os pedidos direcionados aos estados e municípios estão alguns já atendidos, como a autorização de funcionamento das oficinas, em algumas cidades, para a realização de serviços essenciais e de garantia. “Se não fizermos a manutenção dos caminhões, motos, táxis ou veículos que trabalham por aplicativos, como esses poderão transportar itens de primeira necessidade à população?", questionou.

Como a Gazeta mostrou no início deste mês, as concessionárias alagoaanas estimam prejuízo de até R$ 200 milhões com o decreto do governador Renan Filho (MPB), que proibiu o funcionamento do setor. Para o presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Alagoas (Sincovid-AL), Luiz Pires de Almeida, o decreto estadual afetou gravemente o setor concessionário de Alagoas.

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