Pandemia
AGRICULTORES AINDA AGUARDAM POR SEMENTES
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Com relação à distribuição das 1,2 mil toneladas de sementes anunciada pela Secretaria de Agricultura, mais decepção. “Infelizmente em mais um ano os agricultores familiares estão à espera, nós não acreditamos mais nessa distribuição. Estamos no mês de maio, as chuvas chegaram, a terra está molhada, o momento é de plantio e nada das sementes. É mais um ano que nossos agricultores serão prejudicados e isso causará um grande impacto social, aumentando a fome e a miséria”, prevê.
A região mais afetada pelo desemprego rural, na avaliação do presidente da Fetag, é a da Mata alagoana. “Nesta região é onde está a grande maioria dos assalariados rurais”. Givaldo Teles fez apelo as autoridades do governo estadual. “Olhem com mais atenção para a agricultura familiar, não precisamos muito, não. Precisamos apenas de apoio e investimentos de políticas públicas para permanência do homem no campo, para produzir alimentos.
Destacou que a agricultura familiar é responsável por 70% de alimentos rurais. O governo do estado precisa investir no PAA, Pnae, programa do Leite, assistência técnica e distribuição de sementes, além de aumentar o número de beneficiários do programa Amigo Trabalhador para assalariados rurais”.
SERTÃO E AGRESTE
Na agricultura sertaneja, a cobrança é por sementes e água para agricultura familiar, assentados da reforma agrária e sem-terra. Depois de dois anos de estiagem, micro e pequenos agricultores comemoram a chegada da chuva no tempo certo. esperam a distribuição de 1,2 mil toneladas de sementes de milho, feijão, sorgo, arroz e a liberação de recursos da ordem de R$ 5 milhões do Fecoep para irrigação e aproveitamento do Canal do Sertão com água do rio São Francisco. Depois de uma década praticamente sem água, a terra está pronta para o plantio, disse, recentemente, o presidente da Cooperativa dos Produtores do Canal do Sertão e vereador Cosme Guedes (PSDB de São José da Tapera), que espera por “socorro” para 3 mil micros e pequenos produtores rurais de sua cidade. Cosme Guedes, depois de conversar com o secretário de estado da Agricultura, João Lessa, estava pessimista. “É fundamental a semente neste momento. Precisamos que o governo seja mais eficiente. Os produtores querem produzir”, apelou Guedes, ao cobrar apoio da bancada estadual para os sertanejos. No último dia 29, ele confirmou que ainda não chegou nada de semente no sertão. A Defesa Civil Nacional liberou, antes da pandemia, R$ 10 milhões para o programa “Água é Vida”, que junto com a operação do Exército atenderá mais de 300 mil pessoas de 42 municípios do semiárido em situação de emergência, reconhecida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. Mas até o momento não foi contratado nenhum dos 120 caminhões-pipa previstos. Os prefeitos temem que o dinheiro volte para Brasília. O coordenador da Defesa Civil, coronel Moisés Melo, descartou a possibilidade. A contratação de carros-pipa só deverá acontecer depois do dia 15, prevê a própria Defesa Civil estadual.
Os agricultores do semiárido pedem socorro ao novo secretário de Agricultura, João Lessa. A maioria recebeu promessas de que o governo executará, este ano, o projeto “Alagoas: uma nova fronteira em produção de grãos”, planejado há cinco anos. Por enquanto, nada de projeto para a agricultura na região. AR
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