Economia
Comunidade se re�ne para discutir Comit� do Pratagy
Representantes de usuários, poder público e comunidades integrantes de regiões banhadas pelo Rio Pratagy se reuniram, pela primeira vez, na manhã de ontem, com a intenção de formar o Comitê da Bacia do Pratagy. O rio ou seus afluentes passam por cinco municípios, mas nasce em Messias, atingindo Flexeiras, Rio Largo, Murici, Barra de Santo Antônio, Paripueira e Maceió, onde integra as regiões de Jacarecica, Riacho Doce, Sereia e Garça Torta. Representa hoje, a saída para a crise no abastecimento d?água da capital alagoana. Atualmente, apenas dois comitês de bacias foram formados: do Rio São Francisco e Rio Coruripe. A partir deste comitê, composto por um mínimo de dez e o máximo de 30 integrantes, será possível estabelecer parâmetros de outorga do Pratagy. Segundo informações do secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e Naturais, Anivaldo Miranda, as indústrias que utilizam a Bacia do Pratagy terão que pagar pelo uso, a partir da política estabelecida pelo comitê, mas apenas para casos de efluentes tratados, nunca para poluentes. Critérios ?O comitê define, por exemplo, os percentuais de água a serem doados, algo que depende ainda do clima, da época do ano e das disponibilidades hídricas?, disse Anivaldo. São usuários da Bacia do Pratagy, desde usinas, pescadores, pessoas ligadas à agricultura familiar, além de organizações ambientais ou de pesquisa. De acordo com Anivaldo Miranda, o comitê é um instrumento de participação social direta, que valoriza a força dos municípios, num trabalho feito com o poder público. Pelas suas justificativas, só será possível cuidar do rio através dos comitês de bacias e, assim, proteger os mananciais de superfície que por sua vez interagem e protegem os lençóis subterrâneos de água, que vêm sendo explorados de forma inadequada em Alagoas. (AM)