Comércio Exterior
BALANÇA COMERCIAL ALAGOANA REGISTRA DEFICIT DE R$ 402 MILHÕES
De acordo com levantamento do governo, de janeiro a abril o Estado exportou US$ 174,4 milhões
A balança comercial de Alagoas - diferença entre as exportações e importações - acumula um deficit de US$ 69,1 milhões - R$ 402,09 milhões, no câmbio atual - nos quatro primeiros meses do ano, segundo balanço divulgado na segunda-feira (10), pela Secretaria da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, órgão vinculado ao Ministério da Economia.
De acordo com o levantamento, de janeiro a abril o Estado exportou US$ 174,4 milhões - um aumento de 69,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, as importações movimentaram US$ 243,5 milhões - uma alta de 40% na comparação com os quadrimestre de 2019.
Em abril, segundo os dados do governo federal, Alagoas exportou US$ 52,2 milhões. Já as exportações movimentaram 41,1 milhões - fazendo com que a balança comercial do mês apresentasse superavit de US$ 11,03 milhões.
Nos quatro primeiros meses deste ano, as exportações de açúcar foram responsáveis por 86% de todos os produtos enviados ao exterior pelo Estado. O produto rendeu US$ 150 milhões, uma alta de 74,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em números absolutos, as exportações de açúcar representaram um incremento de US$ 64,1 milhões na economia do Estado.
BRASIL
Em todo o País, a queda das importações e a estabilidade das exportações fizeram a balança comercial registrar o segundo maior resultado da história para meses de abril. No mês passado, o país exportou US$ 6,702 bilhões a mais do que importou em março, alta de 18,6% em relação ao resultado positivo de US$ 5,653 bilhões de abril de 2019.
Esse foi o segundo melhor resultado da série histórica para o mês, só perdendo para abril de 2017 (US$ 6,963 bilhões). Com o resultado de abril, a balança comercial acumula superavit de US$ 13,239 bilhões nos quatro primeiros meses de 2019, valor 16,4% inferior ao do mesmo período do ano passado e o mais baixo para o período desde o primeiro quadrimestre de 2016. No mês passado, as exportações somaram US$ 18,312 bilhões, com leve queda de 0,3% em relação a abril de 2019 pelo critério da média diária. A queda foi puxada pelas vendas de manufaturados, que caíram 34,4% na mesma comparação em meio à pandemia do novo coronavírus. Os destaques foram automóveis de passageiros, com recuo de 81%, autopeças (-59,2%) e máquinas para terraplanagem (-50%). As exportações de semimanufaturados caíram 4,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os destaques foram couros e peles, com retração de 30,9%, celulose (-26,4%) e ferro-ligas (-23,7%). O que impediu uma queda maior nas exportações foram os produtos básicos, cujas vendas subiram 34,4% em abril. A alta foi puxada pela soja em grãos (+73,5%), pelo minério de ferro (+49%) e pela carne suína (+40,5%).
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SALDO
O principal fator responsável pela melhora do saldo comercial em abril, no entanto, foram as importações, que somaram US$ 11,611 bilhões no mês, com retração de 10,5% em relação a abril do ano passado pelo critério da média diária. As compras de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) caíram 21,9%. As importações de bens de consumo caíram 22,4%. As compras de bens intermediários recuaram 2,3%. Com a queda da demanda provocada pelas restrições sociais impostas durante a pandemia, a importação de combustíveis e lubrificantes caíram 28,3% na mesma comparação. A queda do preço internacional do petróleo, que em alguns dias de abril chegou aos menores níveis desde 2002, também foi responsável pela retração no valor importado. Depois de o saldo da balança comercial ter encerrado 2019 em US$ 46,657 bilhões, o segundo maior resultado positivo da história, o mercado estima menor superávit em 2020, motivado principalmente pela pandemia do novo coronavírus. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 42 bilhões para este ano.As informações são da Agência Brasil.