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ALOJAMENTO É UM DOS SETORES MAIS AFETADOS

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O setor de alojamento e alimentação de Alagoas foi o mais prejudicado com o aumento do desemprego no primeiro trimestre deste ano, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Continua. Os números mostram que houve uma retração de 12,3% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. Em seguida, o comércio aparece em segundo lugar com a maior retração, com 4,1% a menos do que o registrado nos três últimos meses do ano passado. Em contrapartida, o setor de construção civil mostrou um aumento de 6% no número de trabalhadores. Em todo o País, segundo o IBGE, Segundo o IBGE, o desemprego avançou em diversos segmentos da sociedade no trimestre encerrado em março de 2020. Entre as pessoas que se declararam pretas e pardas, a taxa passou de 13,5% e 12,6%, no quarto trimestre do ano passado, para, respectivamente, 15,2% e 14%. Já entre as brancas subiu de 8,7% para 9,8%. Entre os jovens de 18 a 24 anos de idade, o desemprego passou de 23,8%, no último trimestre de 2019, para 27,1% no trimestre encerrado em março. “A maior parte dos temporários dispensados no início do ano são jovens, o que faz com que a queda no nível de ocupação seja maior nesta faixa”, explica Adriana.

A pesquisa mostrou ainda aumento no tempo de procura por emprego dos brasileiros: 8,1 milhões procuravam um novo trabalho há até um ano. Outros 1,6 milhão buscavam uma ocupação há menos de dois anos, enquanto 3,1 milhões de pessoas tentam emprego há dois anos ou mais.

A Pnad Contínua com os resultados do trimestre encerrado em março foi a primeira edição da pesquisa feita por telefone, com o objetivo de proteger os trabalhadores. A pesquisa teve, porém, dificuldades para ouvir os brasileiros -a Pnad não foi desenhada para ser feita por telefone. Assim, a taxa de resposta dos entrevistados foi de apenas 61,6%, bem menor do que os cerca de 88% do mês de dezembro. O aumento no desemprego apontado pela pesquisa é reflexo de quedas dos indicadores econômicos do país em março, diretamente causadas pelas medidas de isolamento social decretadas para conter o avanço do novo coronavírus. O setor de serviços, responsável por 60% do PIB (Produto Interno Bruto), teve queda recorde no mês, de 6,9%. Já as vendas do comércio brasileiro caíram 2,5% em março. As informações são da Folhapress. CN

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